Primeiro ventilador deve ser finalizado esta semana – (Foto: Divulgação)

Enquanto o mundo segue na briga pela compra de respiradores para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, em Rondonópolis, é dentro da universidade pública que surge um projeto promissor, que pode garantir o alívio para pacientes locais que por ventura sejam afetados pela Covid-19.

O curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) está desenvolvendo o primeiro protótipo de ventilador pulmonar, que deve ficar pronto já na próxima semana. O equipamento desenvolvido está em teste há alguns dias, recebendo os ajustes necessários com o apoio de um médico da Santa Casa de Misericórdia.

O Prof. Dr. Heinsten Frederich Leal dos Santos, que desenvolve o projeto junto a outros professores do curso e estudantes, explicou ao A TRIBUNA que o projeto têm o apoio do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), com importante auxílio do promotor de Justiça, em Rondonópolis, Ari Madeira.

 

 

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Segundo informado, o ventilador que está sendo produzido pela engenharia mecânica da UFR, não será destinado para as Unidades de Terapia Intensiva (UTI), mas para os prontos atendimentos ou enfermarias. “Neste primeiro momento a intenção é auxiliar as pessoas que dão entrada nesses locais com os sintomas, ajudando com a dificuldade de respirar, e por consequência aliviando as máquinas [respiradores] das UTIs”, explica.

Este ventilador mecânico considerado de baixo custo não visa substituir os ventiladores de respiração da UTI’s, mas sim colaborar com a solução inicial para o pronto-socorro de pacientes a caminho do hospital ou em espera de um ventilador disponível, fornecendo um suporte de vida para o paciente em situação vulnerabilidade.

 

Projeto é tocado pelo curso de engenharia mecânica da UFR – (Foto: Divulgação)

 

(Foto: Divulgação)

Para o protótipo em fase de finalização, chamado de Mak1, há todo um trabalho de testes e adaptações para a construção desse equipamento, pelo fato da Covid-19 ter algumas características específicas. “Para ajustar o ventilador ao paciente dessa doença, leva um pouco mais de tempo devido as questões de segurança necessárias. É preciso levar em consideração a pressão pulmonar e o fluxo de oxigênio, para ter a certeza de que o equipamento vai ajudar o paciente, e não lesar”, comenta o doutor.

Até mesmo o material que está sendo utilizado foi pensando para oferecer maior qualidade ao ventilador. “Está sendo produzido com inox, porque quando é retirado de um paciente, antes de atender outro ele precisa passar por uma higienização e desinfecção total, sendo que alguns materiais, como o acrílico por exemplo, podem ser corrompidos por produtos ou altas temperaturas. Com o inox, não haverá esse problema”, reforça.

Todos os trabalhos estão sendo realizados pelos professores e alunos, na UFR, respeitando as determinações das autoridades de saúde para prevenção ao novo coronavírus. A expectativa é que o primeiro ventilador seja finalizado até a próxima sexta-feira (05).

 

1 COMENTÁRIO

  1. Este é o espírito que o país precisa neste momento, cooperação. A UFR está se comportando exemplarmente, atuando onde possível para aliviar a crise nacional. Parabéns toda a equipe envolvida e que esta seja a impressão digital da nossa universidade: firme propósito de ajudar.

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