Francielly Espana, coordenadora do CVV Rondonópolis, ao lado de Fábio Meneghete, voluntário plantonista da entidade – em visita ao A TRIBUNA onde falaram sobre a situação do posto local – (Foto: Roberto Nunes/A TRIBUNA)

 

O posto do Centro de Valorização da Vida (CVV) de Rondonópolis passa por dificuldades financeiras em meio a pandemia do novo coronavírus (covid-19). A situação foi repassada pela coordenadora da unidade, Francielly Espana, que esteve no A TRIBUNA ao lado de Fábio Meneghete, voluntário plantonista da entidade.

Segundo Francielly, neste período, a instituição não pode realizar eventos de arrecadação que servem justamente para custear despesas com internet, energia elétrica, aluguel, além da contribuição ao CVV nacional.

“Nós tínhamos planejado, antes da pandemia, fazer um bazar, uma feijoada para angariar recursos para custear essas despesas mensais. Só que aí, por conta da pandemia, nós não podemos fazer nenhuma dessas arrecadações”, reiterou Francielly.

A coordenadora disse que ainda percebe que os próprios voluntários e outras pessoas que faziam doações estão com menos recursos e não conseguem ajudar como anteriormente. “Tem gente com dificuldades, não são todos que colaboram”, completou Fábio.

O posto presta apoio emocional por telefone, através do número 188, e conta com 12 voluntários plantonistas que atendem por 32 horas semanais agora neste período da pandemia. Antes, o funcionamento era em 48 horas semanais.

As ligações caem numa central localizada em São Paulo. De lá, as chamadas são distribuídas paras os 110 postos do CVV pelo Brasil. A unidade no município é mantida pelo Núcleo de Apoio à Vida de Rondonópolis (NAVIRON).

“A gente diz que é como se fosse um pronto socorro emocional. Então hoje, principalmente frente a pandemia, onde a gente vê que tem aumentado os quadros de ansiedade, as pessoas estão em casa, muitas delas preocupadas com a questão financeira, com a iminência de perderem os seus empregos. Então tudo isso faz com que o cidadão necessite ainda mais de um serviço como esse. De um lugar onde ela pode desabafar, onde ela pode falar, porque é uma forma dela se prevenir, cuidar da saúde mental”, explicou Francielly Espana.

De acordo com a coordenadora, além do atendimento telefônico, os voluntários do CVV estão preparados para estarem dando suporte para a sociedade, seja através de palestras, ou também por plantões de escuta onde eles vão em eventos. “Nesses eventos, nós podemos fazer plantões de escuta, para a pessoa poder se desabafar, conversar com alguém. E ainda realizamos orientação sobre prevenção ao suicídio nas empresas”, falou ela.

As pessoas que quiserem saber mais sobre o CVV ou ser um voluntário podem entrar em contato com o posto do município pelo número (66) 99621-2151. Ou quem desejar ajudar financeiramente a entidade pode fazer através de depósito bancário. O nome da conta é “NAVIRON – Núcleo de Apoio à Vida de Rondonópolis”, Banco Sicoob – código do banco – 756; agência – 4349; conta-corrente – 4844-5; CNPJ – 30.769.2401/0001-16. A unidade local existe desde agosto de 2018.

 

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