Produção de álcool etílico vem sendo uma iniciativa no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus Rondonópolis – (Foto: Divulgação)

 

O Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus Rondonópolis iniciou nesta segunda-feira (06) a produção de álcool etílico 70º INPM para contribuir no abastecimento dos hospitais de Rondonópolis durante a pandemia do vírus Covid-19. A ação faz parte de um projeto elaborado pelo próprio Instituto e conta com a ajuda de apoiadores, entre eles, servidores, alunos egressos, grupos de pais, instituições públicas e empresas. No total, mais de R$ 400 mil estão sendo investidos para a produção do álcool que visa ajudar os municípios de Rondonópolis e Alta Floresta durante a pandemia.

A ação coordenada pela bióloga e técnica em química, Jucilene Priebe, servidora do Campus Rondonópolis, teve início ainda em março, quando foi encaminhado para o Ministério da Educação (MEC) o projeto para a produção do álcool em gel. A proposta foi aprovado com recurso de R$ 348.591,70, que está sendo destinado para a compra de insumos e embalagens para os campi de Rondonópolis e Alta Floresta. Além disso, o Reitor Willian Silva de Paula, através da Pró-Reitoria de Administração, destinou mais R$ 60 mil reais, em recursos próprios para o início imediato da produção.

Para viabilizar a produção do álcool nos laboratórios do Campus Rondonópolis, apoiadores cederam equipamentos, materiais e serviços, entre eles, a Direção Geral, pais de alunos egressos, a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) e as empresas Fertilizantes Sell e Elétrica Serpal.

De acordo com Jucilene Priebe, os laboratórios atualmente tem suporte para a produção diária de até 300 litros de álcool etílico 70º INPM. Inicialmente serão produzidos 800 litros do produto que será destinado já nesta quinta-feira (9) para a Santa Casa de Rondonópolis e Hospital Regional. A produção do álcool em gel ainda depende de insumos adquiridos em outros estados, já que com a alta demanda, estão em falta no mercado.

 

(Foto: Divulgação)

 

A servidora Jucilene Priebe destaca ainda que, para o início da produção, o Campus conta com todas as autorizações necessárias, e que a ideia é continuar a produção com a chegada de mais doações de insumos, para que não só os hospitais sejam atendidos, mas também outras entidades assistenciais, como asilos e afins.

“Nós tivemos todos os cuidados de pedir informações para o Conselho Regional de Química para que tudo desse certo. E esse álcool (com recursos próprios) é destinado exclusivamente para área da saúde, então primeiramente vamos atender hospitais, e futuramente queremos fornecer para instituições carentes, mas isso vai depender de doações de insumos, pois mão de obra e vontade de ajudar temos bastante”, disse.

A Diretora Geral do Campus, Laura Aoyama, enfatiza que o projeto é fruto de uma corrente de trabalho e boa vontade que envolveu servidores, setor produtivo e as instituições de ensino superior pública.

“Diante dos desafios que a COVID-19 impõe, do isolamento social e das incertezas, o IFMT se une à sociedade civil e coloca sua estrutura física e intelectual para colaborar com o trabalho dos que estão na linha de frente que são os hospitais e os profissionais da saúde. Esperamos conseguir novos recursos para manter de forma permanente a produção até que a proliferação da doença esteja controlada”, destacou.

 

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