A Vigilância Sanitária decidiu fechar a rede de lojas após a notificação de seis casos suspeitos de coronavírus entre funcionários e familiares

 

A Vigilância Sanitária de Rondonópolis determinou o fechamento das lojas da rede Comapa Materiais de Construção, após a notificação de seis casos suspeitos de coronavírus entre funcionários da rede e parentes dos mesmos. O fechamento aconteceu na manhã de ontem (6), em operação que contou com o apoio da Polícia Judiciária Civil, e as lojas ficarão fechadas pelo período de 14 dias.

De acordo com informações divulgadas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a determinação de fechamento das lojas ocorreu após o recebimento de uma notificação de ocorrência de seis casos suspeitos de estarem infectados pelo coronavírus, entre funcionários das lojas e familiares da diretoria. Essas pessoas teriam apresentado “sintomas clínicos e exames de imagens compatíveis com a doença” e a SMS estaria esperando os resultados dos exames dos materiais coletados dessas pessoas para confirmar ou descartar os casos.

 

 

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Dessa forma, até como uma forma de precaução para evitar o possível contágio de outras pessoas, foi determinada uma quarentena de 14 dias para todas as lojas da rede, assim como foi determinado que a rede entregue a lista de todos os seus funcionários, que deverão, juntamente com seus familiares, ficar em isolamento pelo mesmo período de 14 dias. A SMS afirmou ainda “que a medida é estritamente necessária como precaução de não transmissão do Covid-19 a outros funcionários da empresa e à população”.

Procurado pela reportagem do A TRIBUNA, o advogado Marcelo Aparecido Alves Ferreira, representante da empresa e genro do proprietário da mesma, afirmou que a direção da empresa foi pega de surpresa com a notificação para fechamento das lojas da rede e diz considerar ser descabida e ilegal a medida. “Nós fomos pegos de surpresa com a chegada da Vigilância Sanitária de manhã, porque não podemos negar que alguns membros da família procuraram ajuda médica na semana passada com sintomas gripais, e qualquer sintoma gripal se assemelha muito com a Covid, que não deixa de ser uma gripe. E isso, com certeza, foi engrossando à estatística médica, só que diante desses casos suspeitos. Acredito que, por meio de relatórios médicos, eles informaram a Vigilância Sanitária que três membros da família e da diretoria e acho que um funcionário tinha testado positivo para dengue, que está no aguardo para o teste de Covid, e não sei porque cargas d’água acharam por bem interditar 7 lojas por 14 dias”, contou.

“O que nos causou todo esse alvoroço é que todo o comércio está aberto, são muitos casos na cidade, não só lá e é como se nós estivéssemos espalhando a doença. É um contrassenso muito grande da Vigilância Sanitária. Mas é muito mais fácil chegar aos casos suspeitos junto à Unimed, pegar as fichas de quem foi, no caso a minha esposa, a prima da minha esposa e o marido dela, esse funcionário nosso que está com dengue e vamos dizer que tenha mais algum funcionário que foi sozinho (ao médico) e nós não estamos nem sabendo, porque eles falam em seis casos, mas nós desconhecemos. Poderiam muito bem pegar esses nomes, nos chamar e dizer ‘vocês aqui têm que manter o afastamento, por 14, 20 dias’, do jeito que eles imaginassem. E perguntassem: ‘Quem teve contato com vocês?’, a mulher do financeiro, o fulano de tal… Mas não fazer o inverso, fechar 220 empregos aí em pleno funcionamento. Isso não tem cabimento”, completou o advogado.

Marcelo Ferreira informou ainda que pretende entrar com um Mandado de Segurança para tentar reverter a decisão e reabrir as lojas da rede. “A ordem que nós recebemos não tem nenhuma justificativa, é genérica tendo em vista a pandemia de Covid-19, então, acharam por bem fechar a Comapa. Os mercados vão continuar abertos, a Caixa Econômica com aquelas filas ridículas com aquele tanto de gente junto, as farmácias com todo mundo lá dentro comprando remédios, como se o vírus ficasse lá fora esperando as pessoas e lá dentro ele não entrasse. E a Comapa é a disseminadora? Não dá para entender!”, concluiu.

Até o momento do fechamento dessa edição, Rondonópolis já tinha 7 casos confirmados do coronavírus e 71 casos suspeitos.

 

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