Cristovan Tolentino de Barros ainda espera por justiça diante da perda trágica da mulher e de filha – (Foto: Deivid Rodrigues/A TRIBUNA)

 

Depois de 19 anos, um crime continua sem um desfecho. O agricultor aposentado Cristovan Tolentino de Barros, de 76 anos, procurou o Jornal A TRIBUNA, na tarde desta sexta-feira (3), para clamar por justiça e pedir a retomada da investigação da morte da esposa e da filha dele, ocorrida entre os dias 16 e 17 de janeiro de 2001, no sítio da família, em Fátima de São Lourenço, Distrito de Juscimeira.

Na ocasião, a mulher de Cristovan, Gervásia Pereira de Souza, então com 54 anos, e a filha, Carla Pereira de Barros, que tinha na época 19 anos, foram executadas com tiros na nuca e na cabeça. O aposentado lembrou que o corpo da esposa estava na porta da casa do sítio, enquanto o corpo da filha foi localizado na sala, próximo a uma TV. Nada da propriedade foi levado.

 

 

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Para Cristovan, o crime teria sido um ato de vingança contra ele. Logo após o crime, o próprio aposentado disse que denunciou uma pessoa. Este suspeito chegou a ser preso somente por 30 dias, mas o acusado também passou a apontar o próprio agricultor de ter matado a filha e a esposa.

Gervásia Pereira de Souza e a filha, Carla Pereira de Barros, as vítimas – (Fotos – Arquivo)

O primeiro suspeito teria argumentado que o aposentado queria vender a propriedade, mas a sua mulher não queria, motivando os assassinatos. Em seguida, Cristovan também foi preso e ficou detido por 30 dias. Com a ajuda dos outros seis filhos, conseguiu provar a inocência e foi colocado em liberdade.

O aposentado disse que conversou com um advogado que repassou a ele que a investigação está parada e, com isso, não se sabe o que realmente motivou e quem estava por trás das mortes.

“Eu fico lastimando o tempo inteiro porque não teve uma solução e não me conformo com esta situação. Queria descobrir quem é o autor desse crime”, falou Cristovan, que espera que a polícia volte a apurar o caso. “Esse é o meu maior sofrimento. Minha vida acabou”, concluiu.

 

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