Atualmente, pelos levantamentos da Casa Esperança, Rondonópolis tem 76 mulheres vivendo em suas ruas – (Foto: Arquivo)

 

Com mais de 20 anos de história, a Casa Esperança é considerada uma das mais importantes entidades que prestam serviço social em Rondonópolis, digna de aplausos e de todo apoio possível, já que em todos estes anos de atuação prestou relevante serviço em setores da sociedade que o poder público não consegue chegar.

Contudo, nesses anos de história, as diretorias que passaram e os voluntários, levaram sempre o mesmo sonho: abrir uma unidade feminina. Como sobrevive de subsídio da Prefeitura de Rondonópolis e de doações, com as próprias pernas a Casa Esperança não consegue abrir e manter uma unidade exclusiva para atender mulheres.

A luta então, persistiu por todos esses anos, sendo que, há alguns dias, o sonho se tornou mais próximo de ser concretizado. A atual diretoria, em uma parceria com o Município de Rondonópolis, conseguiu uma casa e acertou os detalhes para que a unidade feminina entre em funcionamento.

Com o nome já definido por Comunidade Terapêutica Feminina Irmã Luiza, a ideia é abrigar inicialmente 36 mulheres que estão em situação de vulnerabilidade. Vale lembrar que o projeto não atenderá somente mulheres que enfrentam problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas, mas que também estão em situação de rua ou enfrentando situação de violência doméstica.

Atualmente, pelos levantamentos da própria casa, Rondonópolis tem 76 mulheres vivendo em suas ruas. Por isso, a necessidade não apenas de abertura o quanto antes da casa, mas de rápida expansão para o aumento do número de vagas.

Uma comissão de implantação foi criada, para definir como deve ser a estrutura da casa. Para o funcionamento da casa, são levadas em conta diversas situações do universo feminino, já que as mulheres atendidas podem ter filhos, estar gestantes, enfim, a edificação precisa atender todas as particularidades, por isso o tratamento oferecido para as mulheres acaba sendo mais caro que o oferecido aos homens.

A reunião que definiu pela abertura da unidade feminina aconteceu no dia 6 de março, sendo que, na ocasião, restou que o Município de Rondonópolis oficializasse o acordo com a assinatura do convênio. Contudo, até o momento, isso não aconteceu.

No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, em uma entrevista coletiva, o prefeito José Carlos do Pátio destacou que uma casa feminina estava sendo criada, sendo um dos avanços do Município no apoio as mulheres. Agora, todos aguardam que o Município assine com urgência o acordo e efetive a criação da Comunidade Terapêutica Feminina Irmã Luiza, uma necessidade tão premente na cidade.

 

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