O mar te olhava pela janela!

Separando coisas essenciais das supérfluas…

A virtude da solicitude em plenitude mui bela!

O mar te contou coisas eternas…

Há linhas do efêmero… Mas, a vida te convida a ter tempo para bons momentos com ela!

O mar te olhava pela janela…

O mar rema! Que linda cena plena aquela!

Há possibilidades infinitas… Presentes que a vida te reserva!

Isolamento social….

O mar não isolou-se do sal…

Meu coração beija sua mão nas naus…

O mar não separou-se das pérolas!

O mar dançando prosseguiu…

Continuou a cantar e a te olhar pela janela do navio!

E no mar coloquei a letra “a”…

E então ficou “amar”…

E o mar amou e riu…

O mar te contou pela janela do navio… Que eu sou o rio que deságua no azul anil do teu mar!

O mar, pela janela do navio, te olhava…

O sol também te espiava…

Dilatando o horizonte, fazendo-te escalar internos montes, na reelaboração de clarezas constantes de internas fontes…

O mar te olhava… e te admirava!

O espírito filosófico do mar… A poesia do dia e a eloquência das horas, ei-las ditosas no mar!

Numa ode ao amor que inflama, e com voz forte nos chama… a viver a intensa chama do amar…

(*) Suziene Cavalcante é escritora, cantora, poeta, compositora, biógrafa, cronista, teóloga, pesquisadora, palestrante, bacharelado em Direito, coordenadora do projeto Arte Jurídica em Rondonópolis.

 

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