Final de semana precisei levar minha filha a emergência de um hospital aqui na cidade de Tangará da Serra – MT (nada grave), enquanto esperava a nossa vez de passar pela médica, eis que encontro um pai com seu filho no colo (aproximadamente uns 10 meses) que aguardava também seu atendimento com a médica pediatra.

Durante o momento da espera, chega outro pai com seu filho (8 anos) para passar pela mesma médica, os homens ao se encontrarem reconheceram um ao outro, cumprimentam-se e logo após iniciaram a conversa, enquanto aguardavam a consulta.

— Eae cara, tudo bem?! O que aconteceu?

— Ah eu estou bem, meu filho que está com um pouco de febre e hoje estou de babá dos três (ele estava com o filho de 10 meses e outros dois de 7 e 8 anos).

Ao ouvir este discurso, fiquei ali sentado no meu canto refletindo no que acabara de ouvir, enquanto minha filha andava pelo corredor: hoje estou de babá. Nunca ouvi de uma mãe com os filhos sob sua responsabilidade dizer: hoje estou de babá, uma mãe sempre será uma mãe independente de suas circunstâncias.

Vocês já pararam para pensar, por que alguns homens quando passam o dia (às vezes obrigados) cuidando de seus filhos se sentem verdadeiros babás deles?

Pai, quando você tira o dia para cuidar do seu filho(a), você não está sendo babá, muito menos fazendo um bico de babá, você está exercendo sua paternidade. Quando o homem exerce de fato a paternidade, todos ganham na relação.

A mãe (independente se for esposa ou não) da criança ganha, pois sobra mais tempo para se cuidar, descansar e resolver suas tarefas pessoais. A criança ganha, pois tem mais tempo com o pai, fortalece o vínculo, o afeto e aprende coisas novas. O pai ganha, pois tem mais tempo de observar seu filho/a, ensinar coisas novas, passear, sorrir, brincar juntos, transmitir seus valores e isso não tem preço.

Quando você é lembrado pelo seu filho pela sua presença e não pela ausência, não tem preço. pai, não seja babá dos seus filhos e filhas. Exerça sua paternidade e todos ganharão com isso, não espere sobrar tempo para inseri-los em sua vida.

O tempo (24 horas) é igual para todos, o que muda são as prioridades. A minha pergunta é simples, porém complexa: e você pai, qual prioridade seu filho e filha têm ocupado em sua vida?

(*) Euller Sacramento é palestrante e psicoterapeuta.

 

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