Todos os anos a eterna discussão sobre o Carnaval ser feriado ou não vem à tona. Como todo mundo sabe, não é… Trata-se somente de um dia normal de expediente em nosso município. Contudo, alguns locais do Brasil ficam em festa, e os segmentos que não estão ligados à essa festa e decidem abrir as portas acabam, como dizem, “ficando às moscas”. Em Rondonópolis, na segunda-feira que antecede o Carnaval, como decidido em convenção trabalhista entre o Sindicato do Comércio Varejista e o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, comemora-se o Dia do Comerciário e, portanto, feriado municipal.

Embora exista a discussão, todo mundo já sabe que o comércio, exceto os que se beneficiam da festa, nem todos abrirão as portas. Ultimamente, algumas lojas têm começado a abrir as portas neste dia. É algo tradicional, assim como tradicionalmente em novembro, todos os anos, existe uma outra grande questão com relação aos feriados, e este é o ponto exato de onde queremos chegar.

A reclamação é geral: Dia de Finados, Proclamação da República e Dia da Consciência Negra, três datas de portas fechadas e, para os comerciantes, sinônimo de prejuízo. Mas, mesmo sabendo que todos anos teremos esses feriados, pouco se vê de articulação para tentar minimizar os impactos de tantos feriados próximos ao fim de ano.

Nesse contexto, os comerciantes não se articulam, não se mobilizam e não entram em um consenso. Quem decide abrir as portas, acaba sem receber muitos clientes, pois não há sequer um estudo para saber se é realmente interessante do ponto de vista de clientela ter a loja em funcionamento em pleno feriado. Os clientes, por sua vez, ficam perdidos. Não sabem se vão para as compras, ou não.

É preciso estudar, se unir, articular, apresentar propostas, discutir uma solução ou um acordo em conjunto com os colaboradores, para passar por essas datas com os menores impactos possíveis. Deixar passar o ano todo, chegar em novembro e simplesmente reclamar na véspera do feriado, não vai resolver nada para absolutamente ninguém.

Assim como no Carnaval, todos devem saber se vale a pena ou não abrir as portas. Há quem ganha com isso, há quem ganha simplesmente não abrindo. É momento também de estudar algo para novembro, para evitar debates e discussões que não vão acrescentar nada na elaboração de algum tipo de acordo que fique bom para todos. Enfim, é preciso agir com antecedência!

 

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