A filha da idosa, Eliza Gonçalves Pereira, contou que a mãe teve uma sensível melhora quando tomou a medicação, mas sem os remédios, o seu quadro clínico piora a cada dia – (Foto: Denilson Paredes)
Lourdes Tresso Pereira, de 69 anos, que está aguardando desde o ano de 2017 um exame de biópsia – (Foto: Divulgação)

 

Moradora de Rondonópolis, a senhora Lourdes Tresso Pereira, de 69 anos, está aguardando desde o ano 2017 um exame de biópsia, que consiste na retirada de uma amostra de tecidos ou células para posterior estudo em laboratório, normalmente usado para diagnosticar se um tumor é benigno ou maligno. Como não consegue realizar o dito exame, a idosa, devido à condição financeira, também não consegue acessar a medicação de alto custo para conter a sua doença.

De acordo com a filha da idosa, Eliza Gonçalves Pereira, a mesma foi diagnosticada em 2017 com um quadro de anemia profunda e com baixo percentual de plaquetas no sangue, correndo o risco até de morrer em decorrência de qualquer lesão superficial, já que o seu sangue não coagula. “Ela também tem diabetes, é hipertensa e contraiu elefantíase nas pernas e tem dificuldades de andar, além de estar obesa. Até ela ser diagnosticada, nós fizemos tudo no particular, e ela estava muito mal. Ela ficou 30 dias internada na Santa Casa e fez transfusão de sangue, tomou plaquetas, e depois disso nós fomos para Cuiabá, pois ela estava com suspeita de estar com leucemia, pois tomava sangue, mas dois dias ou três dias, estava com as plaquetas lá embaixo de novo. Fizemos alguns exames caros, que nós também pagamos, e quando voltamos a médica daqui pediu a medicação: 12 injeções de Filgastrine 300mg, que custa mais de R$ 2.500 cada e era para ser tomado um mês. Mas a saúde pública só nos forneceu nove e depois nunca mais”, contou.

Ela conta que, para conseguir continuar recebendo a cara medicação, precisa ter os seus exames atualizados, mas como até hoje não conseguiram fazer o exame de biópsia, aguardado desde 2017, isso não foi possível e, como se trata de uma família sem muitos recursos, não foi possível adquirir o restante da medicação por conta própria. A filha da idosa diz ainda que, quando foi possível que a mesma tomasse a sua medicação, ela experimentou uma sensível melhora por vários meses, mas, assim que a medicação acabou, o seu quadro regrediu novamente.

Com o quadro da senhora se degenerando a cada dia e sua qualidade de vida piorando, a família cobra uma providência do poder público.

 

Outro lado

 

Procurada para se manifestar a respeito da situação, a Secretaria de Estado de Saúde informou que a paciente em questão foi regulada pelo Município de Rondonópolis para ser submetida ao exame de biópsia de medula óssea, sob referência da Central de Regulação de Cuiabá, onde aguarda autorização para realização do mesmo, e que outras informações sobre a situação da paciente devem ser obtidas junto à Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá.

Já com relação ao medicamento, a SES, por meio da Superintendência de Assistência Farmacêutica, esclareceu que o composto “Filgastrine 300mg” encontra-se em estoque na Farmácia Especializada do Estado, no entanto, o município de Rondonópolis não solicitou a medicação à SES e esclareceu que esse pedido não ocorre desde novembro de 2019, e que todos os medicamentos fornecidos pelo Estado são enviados aos municípios mediante solicitação por parte das Secretarias Municipais de Saúde.

 

1 COMENTÁRIO

  1. SOCORRO SAÚDE PÚBLICA UM CAOS. CADÊ RESPONSABILIDADE E AGIR DE IMEDIATO? É A VIDA DE UM SER HUMANO EM JOGO. SERÁ QUE O BOLSONARO TERÁ QUE VIR PESSOALMENTE PARA RONDONÓPOLIS PARA RESOLVER ESSA SITUAÇÃO????????

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