A área cultivada com milho em Mato Grosso deve ser de 5,10 milhões de hectares – (Foto: Arquivo)

 

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou, nesta semana, a segunda estimativa de safra de milho 2019/20 em Mato Grosso. O relatório trouxe revisões nas expectativas de área e produção de milho.

“A demanda aquecida pelo cereal, especialmente pela construção de novas usinas de etanol à base de milho no Estado, aliada a valorização de preços do milho, animou alguns produtores a investirem”.

Na semana passada, em Mato Grosso, houve alta de 0,96% no preço do cereal ante a semana anterior, fechando com média de R$ 37,36/saca.

 

 

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“Além disso, oportunidades de negócios a preços atrativos surgiram para o produtor, que aproveitou o momento para acelerar a comercialização do milho e com isso planejou aumentar a área cultivada, que deve ser de 5,10 milhões de hectares, aumento de 4,98% em relação à safra anterior. Já a produção ficou estimada em 32,44 milhões de toneladas, 0,82 milhão de toneladas a mais que na última estimativa. Porém, vale salientar que faltam mais de ¾ das lavouras a serem semeadas e a consolidação destas estimativas é altamente dependente do clima”, acrescenta o instituto.

O Imea acrescenta que “ainda pautando os aumentos na safra de milho em Mato Grosso, os maiores acréscimos de área e consequente produção foram no médio-norte. Nessa região está concentrado 81,31% do consumo esperado das usinas de etanol em 2020, de forma que há um potencial aumento na demanda de milho pelas indústrias do estado neste ano.

Percentualmente, os maiores acréscimos de área estão na região Noroeste e Norte, com aumento de 9,48% e 8,82% ante a última safra. A única região que apresentou (leve) ajuste negativo foi a Nordeste, devido à cultura do gergelim segunda safra que vem ganhando competitividade em alguns municípios da região.

O alto volume do cereal exportado em 2019, aliado à construção de novas indústrias, impulsionaram bons patamares de preços no estado, isso fez com que alguns produtores investissem mais em tecnologia, o que, se o clima colaborar, poderá resultar em ganhos de produtividade, que atualmente está estimada em 106,1 sacas por hectare na média geral do Estado”, consta.

 

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