Irmã Carolina manteve a característica de “irmã do povo” – (Foto: Arquivo pessoal)

Irmã Carolina Stringari, com 93 anos de idade, faleceu nesta sexta feira, dia 14 de fevereiro, no início da tarde, na residência das irmãs, à Avenida Cuiabá, 1073.

Carolina nasceu aos 20 de novembro de 1925, em Luís Alves – SC. Seus pais eram Fortunato Stringari e Maria Lunelli Stringari, agricultores de origem italiana; criaram e educaram 11 filhos e dois netos.

Ingressou na congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas como aspirante, em Rodeio (SC), em julho de 1940 e emitiu os votos religiosos no dia 25 de dezembro de 1945.

Ao longo dos anos, Irmã Carolina continuou cursando os estudos em vista de sua vida profissional e religiosa.

Carolina foi professora e catequista a partir do ano 1946; trabalhou 16 anos em algumas comunidades de Santa Catarina. Em 1958 veio para o Mato Grosso onde trabalhou em Campo Grande, Jaciara e Rondonópolis como professora e Vila Operária na direção da Escola. Aposentou-se em 1982.

Além de sua vida profissional, antes e depois de se aposentar, Irmã Carolina foi dedicada à pastoral nas comunidades. Era também prendada em artes domésticas, como cozinha e horta e passou essas artes a muitas mulheres, criando o clube de mães na Vila Operária. Mesmo idosa e doente gostava de marcar presença de solidariedade onde havia doença e sofrimento, visitando famílias, doentes, idosos e moradores da Casa Esperança.

Irmã Carolina manteve a característica de “irmã do povo”, na sua original simplicidade, disponibilidade e alegria. Gostava de tocar gaitinha de boca e não se separava do seu “radinho”. Procurava viver o seguimento de Jesus Cristo, a exemplo de Francisco e Clara de Assis. O que a animava e sustentava na vida-missão em fraternidade e entre o povo era a oração, a experiência profunda de Deus, a devoção a Nossa Senhora, a meditação da Palavra de Deus e a Eucaristia.

Em sua autobiografia, escreveu: “Amo a vida religiosa e como mulher consagrada busco viver simples, pobre, alegre, desapegada de tudo e ter o somente o necessário para viver e ser feliz”.

Seu corpo foi velado no salão da sede provincial, onde neste sábado (15) houve missa de corpo presente e, a seguir, seu sepultamento no cemitério municipal da Vila Aurora.

 

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