Cláudio Paisagista, pré-candidato a prefeito de Rondonópolis: “A cidade perdeu e pode perder muito mais se não houver uma política econômica local voltada a livre iniciativa e empreendedorismo” – (Foto: Roberto Nunes/A TRIBUNA)

 

O pré-candidato a prefeito de Rondonópolis pelo Partido Democracia Cristã (DC) nas eleições municipais do dia 4 de outubro deste ano, Cláudio Ferreira, o Cláudio Paisagista, declarou à reportagem do A TRIBUNA que o seu projeto nasceu da indignação da forma que ainda estão fazendo política pública na cidade e como opção para quebrar a hegemonia do poder político que governa o município desde o ano de 1983, quando o prefeito era o atual deputado federal, Carlos Gomes Bezerra.

“Infelizmente, a classe política que aí está recebe dos eleitores a procuração para nos representar, mas infelizmente representa a si próprio. Um político nunca deveria fazer em prol do interesse próprio, mas, sim, o que as pessoas querem e acreditaram nele para fazer. A política nacional tem este viés de renovação e, em Rondonópolis, não é diferente. Percebemos um mesmo grupo se alternado no poder desde o ano de 1983, mas que ainda não compreendeu as potencialidades de Rondonópolis e o que a cidade pode produzir para alavancar a sua economia, gerar emprego, renda e melhores serviços públicos para a população”, disse o pré-candidato.

 

 

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Ele ressalta que em Rondonópolis existe, por exemplo, uma gama de oportunidades que foi potencializada pelo agronegócio, mas que não foi explorada em sua totalidade. “Rondonópolis está gerando menos emprego que as cidades do Nortão. No ano passado, Sinop foi a que gerou mais empregos. A receita de Rondonópolis cresceu, mas sem explicações a geração de emprego, que deveria caminhar junto a este crescimento, não. A geração de emprego está estagnada. A oportunidade econômica da cidade chegou, mas não foi potencializada pelo poder público como deveria. A cidade perdeu e pode perder muito mais se não houver uma política econômica local voltada a livre iniciativa e empreendedorismo”, externou o pré-candidato Cláudio Paisagista.

De acordo com o pré-candidato, a ferrovia chegou em Rondonópolis e, neste sentido, os governantes não enxergaram a janela de oportunidades que com ela veio, pois não começaram investir em setores que vão potencializar a economia da cidade para um desenviolamento mais contínuo após a chegada da ferrovia e a sua ampliação para Cuiabá e cidades do Nortão. “Hoje político em Rondonópolis e no Brasil só gera cabide de emprego e o desemprego. Infelizmente, ainda temos políticos hostis à livre iniciativa e o empreendedorismo. O que precisamos é de governantes que promovam a conciliação entre poder público, empreendedores e trabalhadores”, ressaltou.

Cláudio Paisagista ainda lembra que a cidade é carente de políticos com ideais que observam a legalidade atrelada à moralidade. “Queremos uma cidade que observe a legalidade e também a moralidade. Um dos maiores terrores do mundo, ou seja, o Nazismo foi feito dentro da legalidade. Hoje em Rondonópolis não se vê o que está sendo feito com os recursos. A exemplo do remanejamento que o prefeito conseguiu na Câmara Municipal de 20% de um orçamento de mais de R$ 1 bilhão, o qual não explicou até agora onde irá investir mais de R$ 220 milhões que tem para aplicar sem a intervenção direta dos vereadores. A sociedade está refém de mentes autoritárias e isso não é o tipo de gestão que cidade precisa, pois temos pessoas preparadas e capazes para contribuir com o desenvolvimento sustentável e justo para os trabalhadores e a classe produtiva”, avaliou.

Segundo Cláudio Paisagista, ele não participa do grupo que busca uma pré-candidatura a prefeito de oposição a Zé do Pátio, porque avalia ser necessário a alternância do poder. “Não participei deste grupo porque, como já disse, desde 1983 a cidade é controlada pelo mesmo grupo e isso não é justo com a cidade e nem com democracia. É importante para a cidade a alternância do poder. A eleição é de quatro em quatro anos justamente por isso. O poder absoluto corrompe. Represento a mudança de postura que o Brasil precisa e em Rondonópolis não é diferente. As pessoas querem se sentir representadas e ninguém vai aceitar mais ser tutelado e ser conduzido por opiniões construídas”, revelou o pré-candidato.

 

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