Imagem mostra região da área que foi adquirida pela Prefeitura para sediar o Centro Político e Administrativo de Rondonópolis – (Foto: Reprodução)

Recentemente, o secretário municipal de Habitação e Urbanismo, Paulo José, anunciou através do A TRIBUNA a intenção da administração municipal de construir um Centro Político e Administrativo na cidade, que ficaria localizado próximo dos fundos da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), numa área de 50 hectares. Estruturas como essa já existem em diversas cidades do país, como em Cuiabá, onde o Palácio do Governo, a sede da Assembleia Legislativa e diversos órgãos públicos, como secretarias, autarquias e outras ficam todas localizadas próximas uma das outras, facilitando a vida do cidadão que precisa dos serviços desses órgãos públicos.

Em Rondonópolis, a ideia seria levar para a nova área a Prefeitura, a Câmara e as secretarias municipais, além do Fórum e outras órgãos públicos e representativos da sociedade organizada, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outros que mostrarem interesse. A ideia, a princípio, é muito boa, não só para o poder público, que teria um local com mais espaço para construir prédios adequados a sua necessidade, mas também para o cidadão, que encontraria os órgãos públicos da cidade concentrados num só lugar, o que lhes garantiria economia de tempo e agilidade na solução de problemas, como inclusive já acontece nas cidades que contam os seus CPAs.

 

 

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Outra vantagem que também se vislumbra é a valorização que levaria para a região onde a estrutura poderá ser construída, que passará a contar com mais estrutura e com um fluxo maior de pessoas. E, como se trata de uma área nobre da cidade, alta e bem ventilada, isso tudo pode ser construído dentro de padrões modernos, adotando soluções ecológicas e utilizando materiais que não agridam a natureza, aproveitando a energia solar e outras inovações que já são bastante acessíveis.

Mas, apesar de factível e interessante, a construção de toda essa estrutura teria que começar do zero e certamente custará bastante dinheiro, sendo inviável para a administração municipal com o orçamento que tem atualmente. A alternativa seria correr atrás de um empréstimo gigantesco, o que engessaria o orçamento da cidade por muitos anos, ou ir construindo aos poucos, o que também não é uma boa ideia, pois consumiria muitos recursos públicos e também comprometeria o erário municipal, retirando recursos que precisam ser investidos em áreas estratégicas e essenciais.

Então, uma possível solução para o problema, no todo ou parte dele, seria envolver a iniciativa privada nos moldes do que foi feito no caso do Estádio Municipal Luthero Lopes, que foi permutado com a rede de supermercados Atacadão, que ficou com a área onde ficava o antigo estádio, onde hoje funciona a sua filial em Rondonópolis, e em troca construiu um novo estádio para a cidade, inaugurado em 2000 pelo então prefeito Percival Muniz.

É importante ressaltar aqui que a ideia e toda a iniciativa de viabilizar a parceria com a iniciativa privada, no caso do estádio municipal, foi do ex-prefeito Alberto de Carvalho, que foi um verdadeiro visionário, que enxergou para além das limitações financeiras do Município e possibilitou com sua ideia que a cidade tivesse um estádio à sua altura, bem diferente do acanhado estádio de antigamente, que já não suportava o público que sempre foi ver os jogos dos times da cidade, principalmente do União, que sempre arrasta um grande número de torcedores para assistir seus jogos.

Com a permuta viabilizada pelo médico que se tornou prefeito da cidade, ganhou a cidade como um todo por poder contar com um estádio maior e melhor estruturado, além de melhor localizado, também ganhou a empresa, que assim conseguiu se instalar numa região central da cidade, empregando bastante trabalhadores e gerando receitas para o município, assim como toda a população da região, que passou a contar com um grande atacadista para fazer suas compras.

A reportagem lembrou desse fato para fazer um paralelo e sugerir um modelo de negociação que pode viabilizar a construção da nossa “Cidade Administrativa”, que então iria se chamar Centro Político e Administrativo de Rondonópolis, ou simplesmente CPAR. Da mesma forma, os atuais prédios públicos, como o da própria Prefeitura, da Câmara, das Secretarias de Saúde e Educação, além do Fórum da Comarca, poderiam ser oferecidos para a iniciativa privada em troca da construção do todo ou de parte da estrutura do novo CPAR.

Há toda uma questão legal e burocrática que precisa ser superada antes de colocar a ideia em prática, mas nada impede que a Prefeitura comece a desenvolver pesquisas no sentido de dar forma à ideia, que não é inédita, mas que, com certeza, pode ser um marco para o prefeito José Carlos do Pátio, que registraria seu nome na história como o homem que deu vida ao ambicioso projeto.

Ainda que hipoteticamente não se reeleja, Pátio colocaria seu nome no rol dos grandes realizadores da cidade, mas para tanto é necessário que as ações para dar vida a essa parceria precisam ser iniciadas logo, porque não é da noite para o dia que se concretiza algo dessa envergadura.

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Espero que jamais saia do papel e construa casas, quer mudar a prefeitura porque não veio para o antigo aeroporto, e coloca a faculdade lá, já que é perto da UFR, cada uma.

  2. Realmente essa obra é algo tão importante que nada é mais importante que isso!
    Nem mesmo a saúde de nossa cidade!
    Nem mesmo a péssima qualidade de vida!
    Nem mesmo o monte de terrenos baldios que são do município!
    Isso aí prefeitura foco nesta obra tão importante! Será super acessível a população mesmo sendo do outro lado da cidade…
    Vai valorizar outras áreas que Deus sabe de quem é!
    Kkkkkkkkkll uma vergonha

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