Nunca, em tempo algum, pelos menos dentro de nosso modesto conhecimento, alguém conseguiu agradar a todos. O Rei dos reis Jesus Cristo, por exemplo, foi crucificado, não porque ele era um malfeitor, mas pelo fato de pregar a paz, o amor a Deus Pai e o amor ao próximo. Um revolucionário para a época e os príncipes da igreja o temeu. Condenaram-no à morte. O filho de Deus, que se fez homem, veio ao mundo com a missão de salvar a humanidade do pecado e o fez ao preço supremo de ser pregado numa cruz. Imagine um simples mortal. Os exemplos de execuções existem e persistem pela face da Terra.

Incompreensão, intolerância, ranços, inveja, etc. vicejam por toda parte. Por mais que se possa realizar, sejam obras públicas ou particulares, doações de bens e de serviço, nunca é o suficiente. Sempre haverá alguém para reclamar. Infelizmente é a natureza humana. Não somos perfeitos, muito menos iguais. Agradar gregos e troianos, então, é algo impossível. Persiste nos dias atuais mais do que nunca. Os pensamentos divergem de pessoa para pessoa. Muitas delas tolerantes, pensamento positivo e extremamente agradável, enquanto que outras são totalmente intolerantes, com alto grau de negativismo, a ponto de não aceitar o óbvio. Sentem prazer em prejudicar alguém, como se aquele ato fosse o máximo.

Notamos que essa intolerância existe nas mais diversas atividades humanas, mas se sobressai, de maneira mais agressiva, na gestão pública. Inveja, dor de cotovelo, vaidades e promoção pessoal, desafeto político? Talvez. Existe uma infinidade de por quê.

Entendemos que o mais importante são as boas realizações de cada pessoa, em maior ou menor quantidade, realizadas dentro de suas possibilidades, mas nem sempre quantidade é sinônimo de qualidade. Isso, porém, é outro assunto. Enfim, a sua contribuição para uma sociedade cada vez melhor, mais humana, responsável e ciente de seus direitos e obrigações. Não basta exigirmos do poder público um parque ou uma praça, por exemplo, se não procuramos zelar por essas conquistas. O mesmo acontece com o plantio de árvores pela cidade e assim por diante. Conscientização e responsabilidade são fundamentais.

Criticar pelo simples fato de criticar é algo fácil e simples, porém é danoso. O correto é a crítica construtiva, onde se apontam soluções.

No entanto, tem pessoas que não vêem por esse ângulo, procuram alardear aos quatro ventos aquilo que não deu certo, ou que é público e notório, distorcem verdades, com marcação cerrada, para denegrir a imagem de quem batalhou bastante, mas não conseguiu o êxito esperado, apesar de que, se fizermos um balanço, o lado positivo é bem maior. E isso vale não somente para um ou outro gestor público, mas para todos eles, pois, com certeza deram o melhor de si em prol da sociedade, pois é assim que vemos, queremos e entendemos a coisa pública, ou seja, com responsabilidade, competência e transparência.

O mesmo pode-se afirmar do potencial agropecuário do Centro-Oeste, Sudeste e dos estados sulinos, o maior peso de nossas exportações, merece respeito e consideração, pois produzimos e exportamos alimentos em larga escala para ajudar a matar a fome de milhões de pessoas espalhadas pelo mundo, como também para alimentar àquelas que vivem nas cidades, seja no Brasil ou no exterior.

As pessoas precisam umas das outras e é assim que as sociedades vivem e se desenvolvem. Graças a Deus que, em Rondonópolis e região, existe uma miscigenação de pessoas, vindas dos mais diferentes pontos da Pátria, pois vivem e labutam com dignidade para o seu bem-estar e da comunidade. Todos são bem-vindos, sejam do Nordeste, Sudeste, Sul ou Norte. Somos um grande povo e estamos forjando uma grande nação. A união, tolerância e respeito fazem à diferença. A todos esses desbravadores a nossa admiração.

(*) Orlando Sabka é morador em Rondonópolis – E-mail: [email protected]

OBS.: Esse artigo, escrevi em 2009, portanto há 11 anos, mas é tão atual, como se tudo isso estivesse ocorrendo nos dias atuais. Nunca é tarde de lembrar-se de fatos e exemplos, pois queremos um mundo cada vez melhor, mais humano e mais fraterno.

 

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