1 – SENHORES E SENHORAS,

depois que foi publicado pelo A TRIBUNA a matéria falando da possibilidade da ex-primeira dama do município Ana Carla Muniz disputar as eleições municipais deste ano, que ocorrerão no dia 4 de outubro, como candidata a prefeita, o meio político ficou “alvoraçado”. O tabuleiro das articulações ficou bagunçado novamente, que até vereadores da base do prefeito começaram a repensar os direcionamentos políticos. Não só apenas o meio político, mas uma certa agitação nas comunidades, principalmente aquelas onde estão os cabos eleitorais que historicamente sempre apoiaram o ex-prefeito Percival Muniz (PDT) em seus projetos. Avaliando esta situação, lembramos que em Colunas anteriores falamos da possibilidade de Percival Muniz ou Ana Carla disputarem a prefeitura. Agora, tal fato começa a surgir como a Coluna preconizou há tempos, de que Ana Carla possui kow-how para o cargo, tendo serviços prestados tanto na educação estadual, quando foi secretária, assim como na gestão de Percival no município. Isso preocupa boa parte da classe política.

A VENTILAÇÃO

do nome de Ana Carla para disputar a Prefeitura foi feita e, ao que parece, teve uma certa aceitação no meio político. Mas para defini-la mesmo como pré-candidata a prefeita, existem desafios para serem enfrentados. O principal deles, lógico, é a construção da base política e partidária para fomentar uma possível base de apoio para o pleito. Imaginamos que para esta formação o nome da ex-primeira dama tem fácil penetração com grupos políticos como o MDB, que nas eleições passadas contou com apoio de 90% do grupo que apoia Percival na campanha para reeleger o deputado federal Carlos Bezerra e o deputado estadual Thiago Silva. E lembramos que não é apenas este favor político que o MDB deve aos Muniz, pois na gestão municipal passada, de Percival, o MDB teve uma emedebista à frente da Secretaria de Ação Social e vários cargos de segundo e terceiro escalões. Sendo assim, numa análise mais superficial, o nome de Ana Carla tem grande chance de ter os emedebistas na base de apoio.

OUTRA AFINIDADE

que os Muniz possuem é com o grupo político do senador Wellington Fagundes (PL). E num projeto de sucessão municipal é importante o apoio de um senador para conseguir os recursos federais para a cidade. Também tem afinidade com o grupo do PSDB, o qual poderá somar apoio por meio de Rogério Salles, mas para isso ocorrer restam várias arestas para serem aparadas, pois nas eleições municipais passadas, Salles, que era vice-prefeito de Percival, rompeu com o grupo e lançou a candidatura a prefeito, que segundo as análises políticas, foi o divisor de votos em favor do eleito Zé do Pátio.

2 – DURANTE

a visita do governador Mauro Mendes (Dem) na sexta-feira, 7, aqui em Rondonópolis, ficamos sabendo de fontes seguras, que apesar de parecer distante das discussões políticas sobre a sucessão municipal, na verdade ele está bem antenado e até possui nomes de pré-candidatos favoritos para declarar apoio durante as eleições. Os nomes donos de toda esta simpatia seria de Percival ou Ana Carla, o deputado Thiago Silva também caiu na graça de Mendes, assim com o ex-vereador Ibrahim Zaher. Sabe-se que Thiago Silva é visto como um deputado dos mais atuantes na Assembleia, e Mauro Mendes teria percebido isso. Já Ibrahim, o governador tem o avaliado como um jovem com perfil de empreendedorismo e pré-candidato em potencial. Desse trio ai vai sair um candidato a prefeito, que terá então o apoio do governador.

3 – E MAIS UMA VEZ

a coluna volta a avaliar o famoso grupo unificado para lançar uma candidatura única de oposição ao Zé. E sobre isso, em nossa avaliação, esse grupo está a cada dia se fragmentando em seu propósito, uns por vaidade, outros por acharem que serão eleitos pela onda Bolsonaro, outros porque acham que têm serviços prestados, sendo merecedores do cargo, outros porque têm apoio de senador A e B ou deputados.

UM DESTES

que já está com o pé fora da bacia é o pré-candidato Luiz Homem de Carvalho (Pros). Antes do grupo definir o nome para disputa, ele já declarou que será candidato a prefeito e ponto final. Não aceitará ser candidato a vice-prefeito de ninguém. Será qual foi a proposta do grupo para Luizão, para ele se posicionar assim? A partir destas declarações começamos a perceber que Luizão começou a aparecer mais nas redes sociais com um perfil populista, coisa que nunca foi. Em nossa avaliação, Luizão começou errado a sua pré-campanha, sendo que começou a se apresentar com um perfil populista, estilo Zé do Pátio, indo para bairros e apontar problemas como buracos nas ruas. Em nossa opinião, ele deveria se apresentar à população tão grande como é, ou seja, reunir uns 200 empresários e demonstrar força para a sociedade, mostrando que o comércio e as empresas são os pilares para sustentar o Município, gerando empregos e renda. Massificar a importância dos setores industriais e a necessidade de atrair novas empresas para Rondonópolis.

Lembramos que o povo que acredita no Zé do Pátio é voto que poucos candidatos tomam. Demonstrar um perfil populista assim é perda de tempo, pois cerca de 30% do eleitorado está acreditando em Zé do Pátio. O pré-candidato Luizão deveria focar nos outros 60/70% do eleitorado de Rondonópolis, que é gente que acredita que o potencial da cidade deve ser melhor aproveitado para gerar renda ao Município, que com recursos possa resolver de vez os problemas de infraestrutura nos bairros e não apenas meros paliativos, como o asfalto a frio na região do Alfredo de Castro. O Colunista está ouvindo inúmeros comentários de que Luizão se apresentou muito pequeno, diante do perfil que possui. Ao invés de demonstrar o grande empresário que é, o poder que tem, vem se apequenando, com um perfil populista que não convence à população neste momento.

 

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