Ao acessar as redes sociais me deparei com a notícia dos três jovens (parabéns a estes) que tiveram a iniciativa em colocar faixas e livros na estrada de Cuiabá a Chapada dos Guimarães, a fim de se evitar a imensa quantidade de suicídios cometidos, na localidade mais conhecida como Portão do Inferno.

Essa notícia me chamou a atenção, pois não havia pensado em nenhum momento de meus 31 anos, se alguém já teria ido ali, tentando colocar um fim no sofrimento e angustia que está vivendo. Pois, grande maioria assim como eu, ao passar por ali é para desfrutar de momentos de prazer.

No mesmo instante, fui até o Google para procurar saber se havia números, quantidade ou nomes desses que foram até lá, procurando refrigero a alma, corpo e mente. Porém, fui de notícia a notícia nos sites de reportagens, e por fim, não localizei a informação que buscava. Como essa dor não faz parte do meu cotidiano, logo mudei a página de acesso do meu celular. O que é ainda mais triste, pois estamos assim, ou seja, se você não tem essa dor em você, em casa ou na família, logo perdemos o foco, e viramos a página, até voltar a virar notícia novamente.

Ao buscar essas informações, foi por que meu maior medo, era que com isso, mais pessoas ainda fossem lá procurando silenciar a alma. Pois, pelos relatos que li, grande maioria das pessoas que tentam suicido é isso que buscam: paz, silêncio, buscam pôr fim ao sofrimento.

Pois bem, agora pouco acabei de ver um vídeo (nas redes sociais) onde um homem impede que um jovem rapaz tire a própria vida. E, estamos falando do mesmo lugar onde estão fazendo mobilização tentando ajudar aqueles que não estão mais suportando a dor de viver. Veja bem, em menos de 24 horas da notícia sobre a faixa colocada no portão do inferno.

O número de pessoas que estão com depressão, crises de ansiedade, Síndrome do pânico, estafados da profissão, e demais situações, está cada vez mais alarmantes. E não é só por que, hoje as noticiais estão mais rápidas, e sim por que, é visível o aumento situações propícias que contribuem para isso.

Amigos, colegas, leitores…. Vamos tratar todos com empatia, compaixão, preocupação, zelo, amor fraternal.

Vamos ver além do olhar, além do estou bem, Obrigada. Ao pararmos um momento, para trocarmos palavras de afeto, compaixão com o próximo, temos certeza que o dia muda.

Tanto o nosso, como o daquele. O nosso estado por vermos o quanto devemos ser gratos pelo momento, por nossa vida, o daquele, por ver que a vida não é só sofrimento, e assim poder adiar mais um dia, sem a vontade de pôr fim a sua vida ao sofrimento.

Vamos noticiar o que estamos fazendo a fim de ajudar, de contribuir, de dar ideias ao que se fazer, para amenizar dor, tristeza, sofrimento, solidão, e não por status.

Vamos tentar levá-los conosco para os lugares que nos fazem bem, para igreja, grupo de orações, constelação sistêmica, fazer barra de Acess, meditação, crossfit, grupo de danças, grupos de ajuda AA, NA, tomar sorvete, casario, cais, enfim, O QUE TE FAZ BEM, QUE PODE SER PASSADO A ALGUÉM?

Menos julgamento ou comoção e mais ação.

Um Excelente domingo a todos.

Paz e bem.

(*) Ana Lúcia Alves é Bacharel em Direito, Gestora Processual, Conciliadora e mediadora judicial, Pós graduanda em Docência do Ensino Superior pela Unic Rondonópolis.

 

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