Para saber quais são as expectativas e o que a sociedade espera do próximo prefeito de Rondonópolis, o A TRIBUNA ouviu lideranças – (Foto: Arquivo)

 

A população de Rondonópolis irá este ano às urnas para escolher o novo gestor para a cidade, assim como existe a possibilidade de se reeleger o atual prefeito para mais um mandato. Nos bastidores, as movimentações estão intensas, com os grupos se articulando para irem fortes para as urnas, cada qual usando os argumentos que têm à mão para convencer possíveis aliados a montarem alianças eleitorais que possibilitem a vitória de seus candidatos. Mas, para saber quais são as expectativas e o que a sociedade local espera do seu próximo prefeito, o A TRIBUNA ouviu algumas lideranças dos mais diversos setores para saber destes o que eles esperam e o que eles acham que são as prioridades a serem enfrentadas pelo próximo gestor da cidade.

 

O que esperar do novo gestor da cidade?

 

“Eu gostaria que o próximo gestor tivesse compromisso não só com o servidor, mas com a sociedade”, afirmou Geane Lina Teles, presidente do Sispmur – (Foto: Arquivo)

 

A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur), Geane Lina Teles, aguarda que o novo gestor tenha mais compromisso com a sociedade. “Eu espero compromisso. Não vou nem dizer primeiro com o servidor, mas com a sociedade. Fazer promessa de campanha e dizer que vai melhorar isso, melhorar aquilo, deveria ser feito e efetivado depois da eleição. Infelizmente, o (prefeito) José Carlos do Pátio se comprometeu com o servidor de fazer mudanças, e a gente tem como provar isso, e ele não cumpriu. Com a sociedade, ele esperou dois anos para iniciar melhorias nos PSFs e muitos outros trabalhos, ele deixou para fazer no último momento. Então, eu gostaria que o próximo gestor tivesse compromisso não só com o servidor, mas com a sociedade”, respondeu Geane Teles.

 

 

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Posição semelhante tem o presidente da União de Moradores da Região Salmen (Unisal), Ricardo Borges, que também espera que o prefeito governe para todas as regiões e camadas sociais da sociedade. “Eu espero que ele faça uma gestão voltada para a sociedade, não para uma categoria. Isso é importante porque a cidade precisa crescer como um todo, não só em alguns setores”, declarou.

O empresário Lucas Corrente Luz disse esperar que o novo gestor seja uma pessoa que entenda as necessidades do município, incluindo da classe empresarial. “Porque as nossas necessidades às vezes têm mais urgência do que a velocidade que a Prefeitura tem. A burocracia é tamanha, que muitas vezes a gente acaba perdendo negócios, ou eles acabam não evoluindo, ou demora muito para os projetos serem analisados. Então, nós do setor da construção civil queremos que seja alguém com a cabeça de gestor, que ele consiga evoluir que nem a iniciativa privada evolui. Eu acho que esse é o anseio de toda a população de Rondonópolis: que a gente entre na Prefeitura e se sinta acolhido, coisa que não sentimos a muito tempo”, disparou Lucas Corrente Luz, presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-Sul/MT), que completa dizendo que não sente que de fato a Prefeitura trabalhe em favor da população e que o cidadão sente como se estivesse pedindo um favor ao cobrar um serviço público.

“O que eu espero do próximo gestor é que ele faça um trabalho em toda a cidade, em toda a área urbana e rural também. Tem que começar pelo trânsito, que hoje entrava a cidade, e eu acredito que o próximo gestor que assumir a cadeira de prefeito tem que pensar num todo, fazer um bom trabalho na educação, na saúde, ser parceiro da segurança pública. Qualquer um que entrar tem que pensar no povo”, defendeu Jaime Araújo, presidente do Conselho de Segurança (Conseg) da Região Salmen.

 

Qual o perfil ideal do candidato para ser prefeito de Rondonópolis?

 

“O perfil ideal, na minha opinião, é de um gestor, que já tenha sido empreendedor”, declarou Lucas Luz, do Sinduscon – (Foto: Arquivo)

 

Para o representante da construção civil, Lucas Luz, o perfil ideal para o candidato é o de um gestor, que valorize mais o lado técnico que o político na hora de tomar decisões e escolher assessores e secretários. “O perfil ideal, na minha opinião, é de um gestor, que já tenha sido empreendedor, que já tenha passado pelas nossas dificuldades da iniciativa privada, que a gente passa constantemente com os poderes públicos. Eu acho que tem que ser por esse caminho, por esse perfil, uma pessoa empreendedora”, defendeu Lucas Luz.

“Eu acredito que seria o candidato que tivesse uma visão mais democrática, que crie um espaço democrático dentro da Prefeitura, ou seja, um candidato que tenha um olhar macro para a cidade, tenha uma visão de crescimento, progressista. Que converse com todos os setores da sociedade, que entenda que é administrador tanto do empresário quanto do trabalhador, como do comerciante e dos industriários, porque a cidade tem que crescer como um todo”, defendeu o presidente da Unisal, Ricardo Borges.

Já o presidente do Conseg da Região Salmen diz considerar fundamental que o próximo gestor tenha um bom conhecimento na área da economia, para gerir corretamente o orçamento municipal. “Até o momento, os que passaram por ali (Prefeitura), são amadores, e como Rondonópolis tem uma arrecadação absurda, eu acredito que, se pegarmos um gestor especializado na economia, dá para fazer uma boa gestão”, disse Jaime Araújo.

“Teria que ter proatividade. Não pode esperar o problema aparecer para então resolver. E esse é um problema sério que a gente tem, veja o caso da Santa Casa. Esperou chegar nessa situação para só então começar a trabalhar para resolver”, respondeu de pronto Geane Lina Teles, do Sispmur.

 

E sobre a possibilidade de reeleição do atual prefeito?

 

“Defendo um candidato que tenha um olhar macro para a cidade, tenha uma visão de crescimento, progressista”, opinou Ricardo Borges, da Unisal – (Foto: Arquivo)

 

“Eu acho que as pessoas já não querem mais saber de reeleição, elas querem algo novo. O Zé Carlos já foi reeleito e embora ele não tenha terminado o mandato dele da primeira vez, ele teve a oportunidade de ser reeleito com uma vantagem pequena de frente e teve a oportunidade de fazer a diferença. E eu acho que Rondonópolis precisa muito de proatividade, somos o terceiro maior município do estado e aqui não pode ficar pensando no que vai fazer. Tem que fazer!”, opinou a sindicalista Geane Teles.

Para o presidente da Unisal, Ricardo Borges, a possibilidade de reeleição do atual prefeito é concreta, mas ele defende mudanças. “Existe a possibilidade, mas isso não traria mudanças, principalmente na forma de administrar. Isso não traria a mudança que a gente espera, e se não piora, também não melhora. Ele tem uma maneira de administrar que desde o seu primeiro mandato a todo momento foi bem característico, e todo mundo já sabe como é que é”, analisou.

Já o presidente do Conseg da Região Salmen foi enfático ao defender uma renovação na Prefeitura. “Eu creio que ele não deva ser reeleito mais, porque eu acho que a gente tem que mudar o gestor, tem que ter uma mudança geral”, externou Jaime Araújo.

“Acho essa pergunta bem comprometedora, e prefiro não opinar, mas pelas minhas últimas respostas acho que dá para se ter uma ideia”, respondeu Lucas Luz, do Sinduscon.

 

O que ainda falta ser feito em Rondonópolis?

 

“O trânsito está um caos e temos que pensar nisso daí, porque nós temos muitos acidentes dentro da cidade, defendeu Jaime Araújo, do Conseg da Região Salmen – (Foto: Arquivo)

 

“É como eu disse: tem que ter compromisso. Se fez o compromisso de fazer tal coisa, concretize! Tire ela do papel, porque o Zé Carlos, por exemplo, foi eleito com um bocado de promessas, mas quanto disso ele conseguiu cumprir? Eu espero do próximo gestor que se ele prometer para a sociedade X, ele cumpra X. Depois, se sobrar, ele que faça Y”, ressaltou Geane Teles, do Sispmur.

De sua parte, Jaime Araújo diz torcer para que o próximo gestor da cidade comece seus trabalhos organizando o trânsito da cidade, onde tem ocorrido muitos acidentes ultimamente. “O trânsito está um caos e temos que pensar nisso daí, porque nós temos muitos acidentes dentro da cidade, porque não temos um bom trânsito. Em segundo lugar, tem que cuidar da saúde, que também está um caos. Pessoas estão morrendo na porta do hospital. E também tem que cuidar da educação e cuidar da segurança também”, externou.

O presidente do Sinduscon considera que a prioridade da próxima gestão deve ser a educação básica, a saúde e uma política de atração de novas empresas para a cidade. “Tem que ter trabalho para as pessoas. Essas, para mim, são as prioridades, pois tendo a educação básica boa, escolas municipais boas, a saúde estando adequada, a gente tem que atrair empresas, atrair incentivos, indústrias, melhorar o nosso parque industrial, que está destruído. Eu acho que temos que ser uma cidade atrativa, que atraia empresas e indústrias, que atraia obras! É assim que conseguimos crescer. E somos uma cidade muito carente de infraestrutura, tanto de lazer, quanto de vias públicas. Isso também precisa ser olhado com bastante carinho”, opinou Lucas Luz.

Já no entendimento do presidente da Unisal, Ricardo Borges, o que falta na atual gestão é diálogo com a sociedade, e ele defende que a próxima gestão seja mais aberta à conversa com todos os setores sociais. “Eu acho que tem que ouvir mais a sociedade, sair mais do ambiente de escritório e ouvir mais as comunidades, saber mais os anseios realmente dessas comunidades. Eu acho que tem que ser um administrador que esteja aberto para ouvir todo mundo. Não só administrar por meio de assessoria”, concluiu.

 

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