Nesta segunda-feira (20) começou a vigorar a nova tabela com os valores do piso mínimo de frete – Foto: Arquivo

 

O atual presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Rondonópolis e Região (SETCARR), Santo Nicolau Bissoni, em entrevista à reportagem do A TRIBUNA declarou que a nova tabela com os valores do preço mínimo de frete para o transporte rodoviário de carga é vista como positiva pelo setor.

“Agora temos um parâmetro mais adequado para a negociação do preço do frete. A partir do preço mínimo poderemos calcular valores mais justos, tanto para quem transporta como para quem contrata o serviço. No entanto, o nosso setor precisa se atentar ao cálculo das despesas do frete, antes de definir o seu valor”, disse o presidente do sindicato.

Ele explica que o transportador deve calcular todo o custo para o transporte. “É preciso avaliar valores de impostos, depreciação do veículo, seguro, combustível, óleo lubrificante, parcela do veículo, mecânica, antes de definir o preço do frete. Ainda é preciso avaliar a quilometragem e o tipo de produto a ser transportado, para então definir o preço do frete na referência da ANTT. Hoje o que impera no mercado é a lei da oferta e da procura e no caso do setor do transporte também”, explicou Nicolau Bissoni.

Outro ponto importante a ser avaliado antes de definir o valor do frete, segundo presidente do SETCARR, é a questão do frete do retorno. “Em Mato Grosso existe muita carga para transportar para fora do estado, no entanto, o frete de retorno é mais baixo, pois em relação ao que manda para fora é muito pouco o que vem de mercadoria. Sendo assim, o custo da volta do veículo vazio também deve estar calculado na negociação do frete. Mas quando existe o frete de retorno este custo abaixa”, lembrou o empresário.

Nesta segunda-feira (20) começou a vigorar a nova resolução publicada pela Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT), que atualiza a tabela com os valores do piso mínimo de frete para o transporte rodoviário de carga.

 

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