Benedito Primo Vieira, presidente do sindicato dos Taxistas: ganhos dos taxistas diminuiu com a acirrada concorrência, mas a categoria tem se adaptado à nova realidade – (Foto: Arquivo)

Profissão bastante antiga e que já garantiu uma boa renda para seus proprietários, o serviço de táxi há tempos já enfrentava a concorrência dos mototáxis, e mais recentemente passou a enfrentar também a concorrência dos motoristas de aplicativos, que são em maior número e cobram preços menores pelo transporte dos passageiros. Mas apesar disso, a categoria resiste e já ensaia medidas modernizantes para se manterem no mercado, como adotar os aplicativos como ferramenta de trabalho e já estudam até diminuir os seus preços.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Taxistas, Benedito Primo Vieira, a categoria não encara os motoristas de aplicativos como uma concorrência desleal, desde que haja um cadastramento dos mesmos no órgão municipal responsável pela área, de forma a criar critérios e como responsabilizar alguém por possíveis irregularidades cometidas pelos tais motoristas de aplicativos. “De forma que isso possa passar confiança para o usuário, o que seria uma forma de igualar o sistema de transporte de aplicativos e o táxi. A partir do momento que forem estabelecidas normas, direitos e deveres, eu verei tudo como normal. Mas da forma como ainda está operando o sistema, eu vejo que é uma concorrência desleal, é um serviço freelance. Um companheiro motorista de táxi mesmo já me falou que flagrou na rodoviária uma motorista de aplicativo com uma roupa imprópria e ainda carregando uma tornozeleira eletrônica na perna. É isso que não dá”, denunciou.

Ele ainda se mostrou indignado com o fato de que grande parte do dinheiro do sistema é enviado para fora da cidade, sendo que no caso de pagamento com cartão de crédito, esse valor vai integralmente para fora. “E ninguém sabe para onde vai esse dinheiro. Eu acho que o Município tem que regulamentar, estabelecer normas. E eu sou a favor de que se crie um aplicativo para os táxis e defendo que quem seja dono do aplicativo dos táxis seja a Prefeitura. Esse dinheiro que hoje vai para o além, ficaria com a Prefeitura”, continuou.

Ele confirma que os ganhos dos taxistas diminuiu com a acirrada concorrência, mas a categoria tem se adaptado à nova realidade. “O principal é que donos de pontos de táxi entenderam que não podem mais contratar um motorista para trabalhar para ele e terão que pegar no volante e trabalhar eles mesmos. Mas isso é normal no comércio e quando isso acontece o segmento precisa se adaptar. Houve queda (na renda), mas não sou contra os aplicativos, pois é a modernidade. Não há como voltar atrás nisso. Esse impacto de queda houve mesmo, as pessoas estão ganhando metade do que ganhavam antes, mas todo mundo tem que se adaptar”, completou Benedito Primo Vieira.

Uma outra situação que ele pretende fazer com a sua categoria é possibilidade de redução nos preços das corridas de táxi. “Nós podemos melhorar nossos preços, não sei se será igual ao dos motoristas de aplicativos, mas podemos trabalhar com um preço que seja bom para o usuário e de forma a manter a nossa frota. Mas ainda temos que conversar a respeito”, concluiu.

Atualmente, Rondonópolis conta com um total de 197 vagas de táxi operantes, de 205 vagas disponíveis, mas como alguns motoristas dos mesmos não conseguiram apresentar os documentos necessários, essas vagas estão inoperantes.

 

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