Operação foi deflagrada no dia 19 de dezembro do ano passado com grande número de policiais envolvidos – (Foto: PJC/MT)

 

A Polícia Judiciária Civil (PJC) concluiu o inquérito policial da Operação Reditus, deflagrada em dezembro passado pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), de Rondonópolis, com 57 mandados de prisão cumpridos, sendo 45 pessoas presas em Rondonópolis, 10 em Pedra Preta, uma em Cuiabá e uma na cidade Amambai, em Mato Grosso do Sul.

A operação com o objetivo de combater uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios, envolvida em diversos crimes como tráfico de drogas, tortura, roubos e corrupção de menores, também apreendeu R$ 12 mil em dinheiro, e oito veículos (cinco carros e três motocicletas) avaliados em R$ 300 mil. Dois estabelecimentos comerciais utilizados pelo grupo criminoso para lavagem de dinheiro também foram fechados durante a operação.

O procedimento investigativo da operação, que foi deflagrada no dia 19 de dezembro com mais de 100 policiais envolvidos para o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão, foi concluído na última semana e encaminhado para a 7ª Vara do Crime Organizado, em Cuiabá.

“Foi uma das maiores operações já realizadas em Rondonópolis, desarticulando o grupo criminoso que atuava no município e região, destacando a volta do controle estatal em regiões antes dominadas pelo crime”, disse o delegado Santiago Rozendo Sanches e Silva, responsável por conduzir o inquérito.

Conforme investigação da Polícia Civil de Rondonópolis, o grupo era bem estruturado e ordenado, com divisão de tarefas entre seus integrantes, responsável por grande parte das ocorrências de crime praticadas na região do sul de Mato Grosso.

Durante monitoramento da associação criminosa, foi possível mapear o funcionamento, com a identificação dos membros e suas respectivas funções. As principais características dentro do grupo eram hierarquia, organização pré-definida com disciplina e gerentes, fluxo financeiro com pagamento de mensalidades, taxa sob o tráfico de drogas, extorsão de empresários, entre outros.

Por quase um ano a Polícia Civil fez uma minuciosa investigação e conseguiu identificar os suspeitos, sendo parte deles detentos de unidades prisionais da Capital e da Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa (Mata Grande), bem como integrantes que estavam nas ruas cometendo os crimes.

 

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