Município justifica a necessidade do corte das árvores na Praça dos Carreiros e afirma que obra está devidamente licenciada – (Foto: Denilson Paredes)

 

Após a repercussão da matéria publicada no A TRIBUNA denunciando a indignação das pessoas com o corte de árvores na Praça dos Carreiros, onde teve início uma obra de reforma e revitalização recentemente, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) se manifestou a respeito da situação. Segundo o órgão, grande parte das árvores estavam doentes ou eram impróprias para serem plantadas no local, pois tinham raízes muito profundas e outras devem ser plantadas no lugar destas.

De acordo com o secretário João Copetti Bohrer, algumas árvores que ainda estavam de pé na Praça dos Carreiros já estavam mortas, outras muito doentes, levando à necessidade de serem retiradas do local para posteriormente serem repostas por outras árvores. “As que não estavam mortas ou doentes, estavam danificando o piso da praça ou as calçadas. Algumas invadindo o asfalto inclusive. Algumas eram de espécies exóticas e que poderiam até cair sobre as pessoas. Outras tinham problemas e estavam mal alocadas na praça. Então, nada foi tirado só por querermos tirar essas árvores dali para colocar concreto no lugar. Outras tiveram que ser retiradas porque estavam nos canteiros, que estavam a um meio metro mais alto que o nível geral da praça. Mas agora vamos trabalhar na compensação dessas árvores”, explicou.

 

 

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Secretário de Meio Ambiente, João Copetti, se referindo às árvores suprimidas na Praça dos Carreiros: “A grande maioria estava em confronto não com a arquitetura da praça, mas sim com questões técnicas, como acessibilidade para cadeirantes” – (Foto: Divulgação)

 

Ele continua explicando que a retirada das árvores foi devidamente autorizada e que havia várias razões para tanto. “A obra está devidamente licenciada, do ponto de vista ambiental. Houve a autorização para a supressão de algumas árvores de variadas espécies, entre sibipirunas, sete copas, mangueiras, todas exóticas, e outras, como flamboyants. A grande maioria estava em confronto não com a arquitetura da praça, mas sim com questões técnicas, como acessibilidade para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção, assim como algumas com patologias nesses espécimes. Então, todas as árvores, ou a maioria delas, estavam em desconformidade. Mas todas serão compensadas, com o plantio de pelo menos 35 novas árvores ali e outras que vamos compensar com o plantio em outras áreas”, continuou.

Sobre a repercussão que a retirada das árvores está tendo, principalmente por parte de pessoas preocupadas com o aumento da temperatura na região central da cidade com a supressão das árvores, ele tranquiliza essas pessoas, reafirmando que haverá o plantio de novas árvores, assim como a reativação de um espelho d’água que existia na praça, o que também deve colaborar para amenizar o clima na região.

 

CONTRÁRIOS – A supressão das árvores da Praça dos Carreiros vem dando o que falar em Rondonópolis, após a publicação da matéria de ontem do A TRIBUNA. O assunto divide opiniões, mas muitos se mantêm contra os cortes. “Concordo com a preocupação e indignação da senhora Maria Aparecida Guimarães Ferreira [que sugeriu o assunto para a reportagem], essas árvores fazem parte da história do nosso município. Nós que somos rondonopolitanos lembramos muito bem das belas árvores que ali existiam, elas fazem parte da nossa história. Muito triste passar ali e vê-las cortadas”, repassou ontem para o A TRIBUNA o corretor de imóveis Wagner Bolonhesi.

 

3 COMENTÁRIOS

  1. Sou Rondopilitano da gema, cresci aí é passeei muito nessa praça. Fazem 25 anos que estou vivendo fora do Brasil, recentemente estive aí visitando parentes e o que eu vi foi um total abandono em todas as praças a cidade está um lixo por não terem opção as pessoas invadem o trânsito na ponte da lions parece uma cidade abandonada! Triste!

  2. Esse é o custo de tanta democracia, se faz é porque fez, se não faz é porque não foi feito?
    Tinha é que arrancar toda aquela bagaceira, é muito blablablá, este bobalhões que estão reclamando devem ser os mesmos que iam lá fazer companhia para os usuários de drogas que ocupavam o local…
    Garanto que os que reclamaram não possuem sequer um arvorezinha em frente de casa!
    Neste Brasil a banana está comendo o macaco!

  3. Basta pensar um pouco, como fazer uma reforma sem fazer cortes, quebras e cavocar buracos ? É inevitável que em uma reforma não sejam feitos cortes e alterações, caso contrario não seria preciso reformar!
    O que temos que analisar e cobrar é que a praça seja remodelada e que ganhe novas arvores quando da sua conclusão, arvores estas que possam ser mantidas e trazerem sombra para refrescar inclusive a cabeça daqueles que tem dificuldade de entendimento!

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