Faz dois anos que a administração municipal não realiza mais o RondonFolia, festa popular que já reuniu dezenas de milhares em cada uma de suas noites – (Foto: Arquivo)

 

A Prefeitura de Rondonópolis ainda não definiu se irá ou não realizar o RondonFolia, o outrora tradicional popular da cidade, que reunia dezenas de milhares de pessoas em todas as suas noites. Apesar da indefinição, é quase certo que o evento de Momo não será realizado, pois já não há mais tempo hábil para se licitar bandas e estrutura para o evento, muito menos correr atrás de patrocínio para o mesmo na iniciativa privada, o que deve levar o poder público municipal a investir o dinheiro que gastaria com o carnaval em áreas essenciais, como a saúde e a educação.

Por meio de uma sintética nota, a assessoria de comunicação da Prefeitura informou ontem ao A TRIBUNA que a Secretaria Municipal de Cultura ainda não havia decidido se será realizado ou não o carnaval popular nesse ano em Rondonópolis. Vale lembrar que o evento não vem sendo realizado pelo poder público em anos anteriores.

 

 

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O RondonFolia foi realizado pela última vez em 2017, primeiro ano da atual administração, que optou por não realizar a Festa de Momo nos anos seguintes, certamente pensando em economizar os recursos para serem aplicados em áreas mais prioritárias, mas também por conta da repercussão do carnaval daquele ano, que contou com a presença de pouco público e gerou inúmeros problemas jurídicos, por conta de que muitos serviços e artistas foram contratados sem nenhuma licitação, o que só foi feito depois da realização do evento.

Por conta desse evento, o prefeito José Carlos do Pátio (SD) responde até hoje pelo crime de improbidade administrativa e fraude em uma investigação que também inclui o vice-prefeito Ubaldo Barros (Cidadania), ao irmão de Zé do Pátio, Pedro Augusto, e ao seu primo e secretário de Cultura, Humberto de Campos.

Naquele ano, esse foi um dos assuntos mais comentados na cidade e na Câmara Municipal houve até quem pensasse em pedir o impeachment do prefeito. Empresas e artistas que animaram a festa também reclamaram de não terem recebido os valores combinados. O que se comentou na época é que o prefeito havia montado uma equipe para realizar a festa popular, que pretendia arrecadar a maior parte dos recursos financeiros necessários para custear o RondonFolia na iniciativa privada, mas a ideia acabou fracassando e os valores arrecadados foram ínfimos.

Com isso, a Prefeitura teve que assumir dívidas que seriam bancadas com o dinheiro da iniciativa privada, tendo que realizar as licitações para a contratação dos serviços e artistas somente perto do dia da realização da festa, o que acabou por caracterizar os crimes de improbidade administrativa e a fraude nos processos.

O problema foi bastante comentado durante todo o ano de 2017 e houve até pedidos de cassação do mandato do prefeito. Desde então, a Prefeitura não realizou mais a festa popular.

 

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