Em silêncio. É assim que vem sendo feita a transição da administração do Aeroporto de Rondonópolis, Maestro Marinho Franco, da Prefeitura Municipal para a empresa vencedora do leilão promovido pelo Governo Federal em 2019, a Centro-Oeste Airports (COA).

Desde novembro do ano passado, o consórcio assumiu o aeroporto e, até o momento, ainda não se viu mudanças efetivas. Ela será responsável por administrar os aeroportos do Bloco Centro-Oeste, formado, além de Rondonópolis, por Várzea Grande/Cuiabá, Sinop e Alta Floresta, pelos próximos 30 anos. Por enquanto, conforme noticiamos, o consórcio diz “estudar” o que será feito do Marinho Franco.

Para os usuários não há muito mistério em responder essa pergunta, afinal, todos sabemos o que queremos. Um aeroporto bonito, acolhedor, pontual e com facilidade de voos, como já deveria ser. Ficou muito claro para todos que a Prefeitura não tinha condições de fazer essa administração, visto a situação que o aeroporto chegou, quando até animais estavam morando dentro do espaço de segurança.

Agora, o que se espera, é que o consórcio tire o máximo possível daquele espaço, que tem potencial, mas precisa de acertos. Os maiores problemas, sem dúvidas, são a questão da pontualidade (que gerou uma cultura de insegurança) e o preço das passagens aéreas na cidade, que ainda estão absolutamente salgados para a maioria da população.

A questão da pontualidade já melhorou muito nos últimos anos e, com as melhorias que ocorreram, hoje os pousos e decolagens estão mais garantidos. Por muito tempo, já como forma de precaução, foi comum ir até a Capital pegar o avião com medo dele não descer em Rondonópolis.. Isso gerou uma cultura, que precisa ser combatida com pontualidade e regularidade.

Já o preço, esse ainda é um desafio. Continua mais vantajoso ir até a Capital para pegar um voo, visto que as passagens aéreas de ida e volta para Rondonópolis seguem com preços exorbitantes. Como corrigir isso? Missão para bons administradores e negociadores, que a gente espera que o setor privado disponha, visto que o público não conseguiu.

Fora tudo isso, fica o desejo de o quanto antes ver o nosso aeroporto bastante ativo e utilizado por nossa população. Somos a segunda maior economia do Estado e a maior cidade do interior… As coisas precisam funcionar aqui, não somente na Capital.

 

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