Procedimento neurocirúrgico de alta complexidade é feito para tratar problemas de instabilidade na coluna vertebral – (Foto: Christiano Antonucci/Secom)

 

O Hospital Regional de Rondonópolis realizou, nos dias 6 e 11 de dezembro, as primeiras cirurgias de artrodese de coluna. O procedimento é utilizado para fixar segmentos da coluna vertebral e tratar problemas de instabilidade na região. Não há registros de que o procedimento já tenha sido ofertado pelo hospital em anos anteriores. A informação foi divulgada pela assessoria da Secretaria Estadual de Saúde.

“Isso marca a história da Saúde mato-grossense. A atual gestão tem trabalhado intensamente na ampliação dos serviços ofertados e na modernização da infraestrutura das unidades. É um trabalho que vem em prol da população”, comemora o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

 

 

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Entre as pessoas beneficiadas com o procedimento, está L.B.G., que fez a cirurgia na quarta-feira (11.12), após três meses de espera. Sua irmã, Maria de Lourdes revela a expectativa de não mais presenciar as dores sentidos pelo irmão. “Só tenho que agradecer a Deus e a vocês que estão lutando por nós. Meu irmão está agora no centro cirúrgico e vai ficar aqui”. Ela pontua que teria dificuldades, caso precisasse realizar a cirurgia em Cuiabá, uma vez que não tem parentes na capital.

Além da cirurgia de artrodese de coluna, que é de alta complexidade, a atual gestão conseguiu implantar outras cirurgias ortopédicas no Hospital Regional, como de acetábulo – osso que faz parte do quadril – e prótese total de quadril. “A visão que a gestão estadual tem está ligada à segurança e ao bem-estar do paciente, visto que a realização desses procedimentos no interior do Estado evita o deslocamento – muitas vezes exaustivo e complicado – aos pacientes e familiares”, explica a secretária adjunta de Gestão Hospitalar, Deisi Bocalon.

Segundo a diretora do Hospital Regional de Rondonópolis, Caroline Dobes, a direção da unidade negociou com a equipe de neurocirurgia a realização de até dois procedimentos eletivos por semana – e isso se deve a reorganização do protocolo da Clínica Médica. Ela explica que, dessa forma, os neurocirurgiões poderão dedicar mais tempo ao centro cirúrgico, sem custo financeiro extra à unidade.

“A maioria dos pacientes que aguarda a transferência para outros hospitais de referência são pacientes da neurocirurgia. De 10 pacientes de neurocirurgia que a gente tinha até o mês passado, oito eram pacientes que aguardaram por cirurgia de artrodese de coluna”, conta.

A gestora avalia que é importante a realização dessa cirurgia no hospital porque boa parte dos pacientes que necessita do procedimento é de cidades do entorno de Rondonópolis. “Trazer esse procedimento para dentro do Hospital Regional é um ganho na qualidade de vida desses pacientes, que vão poder ser operados perto de suas famílias”, conclui.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Essa Cirurgia não serve para nada, a ciência demonstra que após 6 meses de cirurgia a pessoa volta sentir dor, ela só serve em caso de traumas, eu fiz e me arrependo.

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