Anaíde Barros de Souza, que atuou por muitos anos em Rondonópolis, foi exonerada em definitivo do cargo de delegada – (Foto: Arquivo)

 

Condenada por improbidade administrativa, a delegada Anaíde Barros de Souza, que atuou por muitos anos em Rondonópolis, foi exonerada em definitivo do cargo que ainda ocupava. A sua exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) de ontem (13), mas tem efeito retroativo ao dia 28 de fevereiro de 2019.

A agora ex-delegada atuava na Delegacia Especializada do Adolescente em Cuiabá e foi condenada em 2012 por improbidade administrativa acusada de usar do cargo público para praticar ato “ilegal” e “arbitrário”. De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), uma operação policial apreendeu uma grande quantidade de CDs, DVDs e bolsas falsificadas em duas bancas do Shopping Popular de Rondonópolis, popularmente conhecido como “Camelódromo”, no dia 7 de dezembro de 2005, e todo o material teria sido encaminhado para a Unidade Regional de Criminalística de Rondonópolis, onde seria realizada a perícia técnica.

Os produtos apreendidos, segundo a denúncia, pertenciam ao pequeno empresário Nivaldo dos Santos, que procurou a delegada, que por sua vez teria orientado o mesmo a comprar produtos idênticos aos apreendidos, mas originais, que ela pessoalmente teria substituído, para ludibriar a perícia, fazendo acreditar que não se tratava de produtos contrabandeados e piratas.

Ela foi condenada em fevereiro de 2012, mas apelou ao Tribunal de Justiça, que negou o seu recurso e remeteu o processo de volta para a 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Rondonópolis, em abril deste ano. Anaíde Barros ainda teve outro recurso negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A partir de agora, ela deixa de receber o salário de R$ 33,5 mil brutos e em sua decisão, o juiz Francisco Barros também condenou a ex-delegada e Nivaldo dos Santos a pagarem uma multa de R$ 71,6 mil e R$ 77,2 mil, respectivamente, além de terem seus direitos políticos cassados por três anos, de ficarem proibidos de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios por três anos.

 

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