É sabido que a música é um meio de expressão, comunicação, e uma linguagem sensível do ser humano. Um modo especial de adentrar, de ser e estar no mundo. A música possui significados que integra aspectos sensíveis, afetivos, estéticos e cognitivos.

Quando pensamos na relação da música com os bebês e as crianças pequenas, é comum remeter-nos aos acalantos, primeiras cantigas de ninar para que eles durmam ou se acalmem. Estes, portanto, são os primeiros contatos que a criança faz com o mundo musical, primeiro o adulto empresta a voz e depois a criança se arrisca com a própria voz, brincando, imitando, balbuciando e, por fim, entoando as canções.

Diante disso, a música carrega um valor educativo próprio por ser um potente agente de comunicação. Neste sentido muitas pesquisas buscam trazer a importância do ensino da música no âmbito educativo das instituições de educação. A Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008, o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (1998) RCNEI e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Fundamental (2009) DCNEI determinam e orientam sobre a presença da musicalização nas escolas de educação básica.

Para Deckert “… o objetivo da Educação Musical é levar a criança a construir conhecimento musical, interagir com a linguagem musical, bem como com os elementos que a formam: ritmo, melodia, timbre, dinâmica e forma, por meio de atividades musicais que proporcionem manipulação direta com tais elementos como a apreciação musical, a execução e a criação”.

O trabalho a ser realizado deve apresentar práticas prazerosas para os pequenos, através de experiências com instrumentos, com o próprio corpo, além de apreciação de repertório musical adequado ao desenvolvimento da criança.

De acordo com a educadora e musicóloga Lydia Hortélio, “é inestimável o valor do exercício espontâneo da música na infância, uma música em que a palavra, a cantiga, o movimento e o outro se interligam na alegria de brincar”.

É extremamente necessário que os educadores façam intervenções nos espaços do cotidiano das crianças para que as mesmas sejam provocadas a realizar suas próprias pesquisas sonoras. Para isso deve ser garantida a autonomia para pesquisar, experimentar e produzir música. Assim, a linguagem musical perpassará toda a rotina da turma.

Para que a música esteja presente no cotidiano das crianças, é fundamental a sensibilidade do professor, que busca, pesquisa seja em livros, vídeos ou com seus pares e traz momentos de música para suas crianças, que os provocam a brincar, a experimentar principalmente através das brincadeiras. Além disso, é importante, portanto, que se invista cada vez mais para que os educadores possam desenvolver um trabalho de excelência nos espaços de convívio das escolas e creches.

(*) Érica Patrícia dos Reis Oliveira, Kédma Macêdo Mendonça, Luciana Rodrigues Maciel e Sibele Silva Leal Rodrigues, pedagogas, são professoras da rede municipal em Rondonópolis

 

 

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