Carlos Fávaro: “Sonha com o seu nome como candidato único ao Senado, numa possível eleição extra, mas esse consenso pode ficar restrito apenas ao setor do agronegócio…”

1- SENHORES E SENHORAS,

como já foi publicado pelo A TRIBUNA, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou a julgar, no último dia 3, o recurso em que a senadora Selma Arruda (Pode-MT) e os 1º e 2º suplentes da chapa, Gilberto Eglair Possamai e Clerie Fabiana Mendes, contestam as cassações de seus mandatos pela prática de abuso do poder econômico e arrecadação ilícita de recursos nas Eleições Gerais de 2018. Após o voto do relator, ministro Og Fernandes, pela manutenção da decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso (TRE-MT), a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, suspendeu o julgamento do caso. Em seu voto, o ministro Og Fernandes negou provimento ao recurso, mantendo as punições aplicadas pela Corte Regional contra Selma e seus suplentes por propaganda eleitoral produzida antes do período oficial de campanha. Somente a 2ª suplente na chapa, Clerie Mendes, teve a declaração de inelegibilidade de oito anos afastada pelo TRE mato-grossense, que entendeu que ela não teve participação direta ou indireta nos ilícitos eleitorais apurados. Como podemos perceber, as chances de Selma ser cassada são grandes. E neste cenário, o colunista analisa que o julgamento da senadora começou a esquentar os tambores para a possível eleição suplementar em Mato Grosso. Somente aqui de Rondonópolis são possíveis candidatos ao Senado, o atual deputado federal José Medeiros (Pode), o ex-deputado federal Adilton Sachetti (PRB) e também o deputado estadual Thiago Silva (MDB). O nome do deputado presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho também poderá entrar na disputa, e se ele não disputar, quem poderá pleitear a cadeira de senador é o deputado estadual Max Russi (PSB), com base eleitoral na vizinha Jaciara. O ex-vice-governador Carlos Fávaro é outro nome que desde o início do processo de cassação de Selma vem percorrendo o Estado com intuito de fortalecer o PSD e ser ele o candidato ao Senado pelo partido. O seu objetivo vai mais além, é construir no Estado um consenso para que sua candidatura seja única, o que, convenhamos, é uma missão impossível, diante dos vários interesses de grupos políticos pela vaga. No entendimento do colunista, essa candidatura única poderá até ser entre o setor do agronegocio, pois o cargo de senador é bastante almejado por todos grupos, e eles são como água e óleo, não se misturam facilmente. Talvez o que Fávaro consiga é construir um arco de alianças grande, envolvendo, como dizemos antes, o agronegocio, e ai sem a candidatura de Adilton Sachetti, mas nunca uma candidatura unificada ao Senado.

2 – PELO MENOS

há três meses, o prefeito Zé Carlos do Pátio (SD), em todos os eventos em que aparece publicamente, como a entrega do Prêmio ACIR de Destaque Empresarial 2019, no último dia 29, no Caiçara Tênis Clube, vem reclamando do abandono que a cidade sofre devido a falta de investimentos do Governo do Estado. Nos bastidores da política local, é consenso que este discurso adotado por Pátio já é meramente um discurso eleitoreiro com vistas ao projeto de disputar o governo estadual nas eleições de 2022. Como já dissemos aqui na Coluna, o projeto de reeleição do prefeito é meramente um trampolim político para disputar o governo estadual, e ai ele vem se preparando para ser o adversário do governador Mauro Mendes numa disputa à sua reeleição.

RECENTEMENTE

Zé do Pátio foi condenado a suspensão dos direitos políticos por cinco anos, pagamento de multa civil e proibição de contratar com o Poder Público ou receber incentivos fiscais ou creditícios por três anos. A decisão é do juiz Francisco Rogério Barros, da Primeira Vara Especializada da Fazenda Pública. Ele julgou procedentes os pedidos formulados pelo Ministério Público do Estado (MPE) em uma ação civil de improbidade administrativa. Ele foi condenado por irregularidades num contrato de publicidade que teve preço inicial de R$ 600 mil e que após uma série de aditivos subiu para R$ 4,6 milhões. Agora Pátio recorre da decisão e o desfecho do recurso, revertendo a sua condenação, é que depende o seu futuro político.

Porém, como já falamos, se tudo der errado, Pátio já trabalha um plano “B”, caso não consiga reverter a decisão até as eleições do ano que vem. Pelo que fomos informados, o prefeito está trabalhando o nome do secretário Municipal de Habitação, Paulo José Correia, para entrar em seu lugar na disputar para prefeito pelo Solidariedade. É lógico que o Paulo Correia vai ter que se destacar muito neste último ano na Secretaria de Habitação para se tornar o herdeiro do grande eleitorado do Zé, numa candidatura a prefeito. Lembramos que votação de um político populista como o Zé do Pátio é muito difícil se transferir em sua totalidade.

3- NO ÚLTIMO DIA 5,

o Podemos apresentou o professor universitário Carlos Eduardo de Freitas, o dr. Cadu, 34 anos, com doutorado em Economia, como pré-candidato a prefeito de Rondonópolis. No entanto, pelo que se comenta pela classe política é que o jovem é apenas um balão de ensaio para disfarçar a intenção do deputado José Medeiros também querer disputar a Prefeitura. A não ser que, Medeiros queira mesmo disputar uma candidatura a Senador, e já esteja prevendo que esta eleição suplementar em Mato Grosso coincida com a municipal e já queira garantir seu grupo político na disputa tanto para sucessão municipal, como na eleição para o Senado. O TRE em Mato Grosso já declarou que o custo de uma eleição suplementar apenas para preencher o cargo de senador poderia chegar a R$ 11 milhões. Assim, havendo a possibilidade de coincidir a data com as eleições municipais de outubro de 2020, faria com que a Justiça Eleitoral poupasse um recurso considerável.

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Sobre a condenação de Ze do Patio, venho parabenizar o poder judiciario pelo trabalho de combater as ilicitudes tão frequentes no poder executivo de Rondonopolis. Congratulações especiais ao juiz Francisco, o qual conheço, e afirmo sua idoneidade.

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