Dom Juventino, bispo da diocese de Rondonópolis, divulgou nota a respeito do assunto – (Foto: Arquivo)

 

A Diocese de Rondonópolis-Guiratinga divulgou, no início da noite de ontem (3), uma nota para tratar do caso dos dois padres católicos envolvidos em um suposto caso de pedofilia. Um deles, o padre Thiago Silveira Barros é acusado de manter um relacionamento amoroso com um adolescente de 17 anos, que teria começado quando o menor tinha apenas 13 anos de idade, caso que também envolve o padre Jhonatha Almeida da Silva.

Na breve nota [veja na íntegra nesta página], assinada pelo bispo Dom Juventino, a Diocese esclarece que tomou as medidas necessárias a fim de resguardar os direitos de todas as partes envolvidas e afastou, preliminarmente de suas atividades ministeriais, no último dia 19, os padres envolvidos.

 

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O documento também informa que foi iniciado o “procedimento canônico investigatório visando apurar se a denúncia ofertada tem fundamento”, sem no entanto deixar claro quais seriam as penalidades aplicadas aos dois caso sejam considerados culpados das acusações.

A divulgação do caso deixou a sociedade rondonopolitana tomada por um misto de indignação e perplexidade, principalmente os católicos. A acusação que pesa sobre os dois padres é muito grave e, além de afrontar os dogmas da Igreja Católica, também caracteriza crime, o que exige um posicionamento firme da Igreja e uma apuração rigorosa por parte da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, encarregada de apurar os fatos.

Conforme relatos do menor à polícia, tudo teria começado em um acampamento da Igreja, quando por conta de todo o clima, da pregação religiosa e das falas dos padres presentes, o menor, que à época tinha apenas 13 anos, se sentiu à vontade para confessar ao padre Thiago que tinha tido uma relação sexual com um coleguinha da mesma idade. Porém, ao invés de receber uma orientação do religioso, acabou assediado sexualmente por este.

A partir daí, sempre conforme relatos do menor, ele teria mantido um relacionamento com o padre que durou quatro anos, que só teria terminado recentemente. Ainda não se sabe detalhes sobre a suposta participação do padre Jhonatha no caso.

Mas, o fato é que o que está em jogo é a credibilidade e a confiabilidade da Igreja Católica, pois caso esse episódio não seja conduzido da maneira correta, como os pais de outros jovens poderão deixar seus filhos participarem não só de acampamentos, mas de outras atividades da Igreja, sabendo que estes poderão ser assediados por algum padre pedófilo?

É importante e reconfortante o posicionamento da Igreja, pois o seu silêncio deixava margens para que muitas pessoas dissessem que a instituição estava sendo conivente com esse tipo de absurdo, o que poderia lhe causar prejuízos enormes.

Veja a íntegra da nota divulgada pela Diocese:

A Diocese de Rondonópolis-Guiratinga, tomando ciência de possíveis afrontas às Leis da Disciplina Sagrada, supostamente praticadas por padres atuantes em sua circunscrição eclesiástica, imediatamente, tomou medidas a fim de resguardar os direitos de todas as partes envolvidas e afastou, de forma preliminar, no dia dezenove de novembro de dois mil e dezenove, os presbíteros envolvidos de suas atividades ministeriais, também dando início ao procedimento canônico investigatório visando apurar se a denúncia ofertada tem fundamento.
A Diocese de Rondonópolis-Guiratinga reforça seu compromisso com a Palavra de Deus e com os fiéis, cumprindo o bem e empenhando-se na busca da justiça e da verdade.
Rondonópolis, 03 de dezembro de 2019.
Dom Juventino Kestering
Bispo Diocesano de Rondonópolis-Guiratinga

 

 

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