Em alguns pontos da pista, é como se faltasse um pedaço do asfalto, com buracos pelo pavimento recém-refeito – (Foto: Denilson Paredes)

 

Mesmo antes de ser entregue, a obra de recuperação do pavimento do Anel Viário “Conrado Sales de Brito”, no trecho que vai da MT-130 até a BR-364, em Rondonópolis, já apresenta defeitos e buracos em alguns pontos. A obra, que custará R$ 5,947 milhões aos cofres públicos, teve início no último dia 19 de agosto.

O trecho em questão, que aparentemente está concluído, apresenta buracos em vários pontos, alguns em maior e outros em menor escala, mas que formam uma sequência em linha reta, que deixam a entender que são defeitos na própria execução da obra.

 

 

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O fato já foi percebido pelas pessoas que transitam frequentemente pelo local, que temem que em pouco tempo o pavimento se deteriore novamente, já que estamos no período chuvoso e, certamente, a água da chuva irá se infiltrar nesses pontos e danificar tanto o asfalto quanto sua base, trazendo de volta os grandes buracos na pista, e com eles todos os problemas decorrentes disso, como a volta do intenso tráfego de veículos pesados pelas ruas da cidade, que tantos transtornos causaram em um passado recente.

 

Os defeitos no serviço de recuperação do pavimento podem ser vistos em vários pontos do Anel Viário – (Foto: Denilson Paredes)

 

Todo o maquinário e os trabalhadores já foram retirados do trecho. Eles agora trabalham na recuperação de outro trecho do Anel Viário, que vai da MT-130 até a Avenida dos Estudantes, antigo perímetro urbano da MT-270, onde as obras estão bastante adiantadas e devem ser concluídas nos próximos dias.

 

QUALIDADE DO ASFALTO

Outro ponto que vem sendo bastante questionado pelos usuários da via é a qualidade do asfalto, que foi feito a frio e tem uma espessura mínima, deixando dúvidas se resistirá ao intenso tráfego de caminhões e carretas. Esse tipo de asfalto é preparado no próprio local da sua aplicação, diferentemente do Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), que precisa de uma usina para preparar emulsão asfáltica para a aplicação.

 

Outra questão que vem sendo questionada pelos usuários da pista é a espessura do asfalto feito a frio, que pode não resistir ao intenso tráfego de veículos pesados – (Foto: Denilson Paredes)

 

Segundo especialistas, o asfalto a frio sofre maior desgaste pelo uso e tem um envelhecimento mais acelerado em relação ao CBUQ, por ser mais suscetível à ação da água e do ar.

 

OUTRO LADO

Procurada para se manifestar a respeito dos possíveis defeitos na execução da obra, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) não respondeu até o fechamento dessa edição.

 

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