Com o objetivo de avaliar a caminhada pastoral da Igreja Católica na Diocese de Rondonópolis-Guiratinga; perceber os desafios que interpelam a evangelização e planejar ações pastorais para ser assumida em conjunto para o ano de 2020, a Diocese reúne-se, em São Lourenço de Fátima, entre os dias 14 a 16 de novembro de 2019 a 6ª Assembleia Diocesana de Pastoral. Por que 6ª assembleia? Na realidade a antiga diocese de Rondonópolis realizou 44 assembleias diocesanas, mas a partir do dia 25 de junho de 2014, com o decreto B0465, assinado pelo Papa Francisco organizou o remapeamento das dioceses de Rondonópolis, Guiratinga, Barra do Garças e Prelazia de Paranatinga e criação da diocese de Primavera do Leste.

A Diocese de Rondonópolis-Guiratinga integrara os municípios com suas respectivas paróquias: Município de Jaciara: Paróquia São Francisco de Assis. Município de São Pedro da Cipa: Paróquia Senhor Bom Jesus. Município de Juscimeira: Paróquia Senhor Bom Jesus e Paróquia Nossa Senhora de Fátima; Município de ltiquira: Paróquia Nossa Senhora do Carmo; Município de Pedra Preta: Paróquia de São Pedro Apóstolo; Município de São José do Povo: Paróquia São José do Povo; Município de Dom Aquino: Paróquia Sebastião; Município de Guiratinga: Paróquia São João Batista; Município de Tesouro: Paróquia Santa Terezinha; Município de Alto Araguaia: Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora; Município de Alto Garças: Paróquia São Sebastião; Município de Alto Taquari: Paróquia São José e Nossa Senhora Aparecida; Município de Rondonópolis: Paróquia São Domingo Savio: Paróquia Nossa Senhora Aparecida: Paróquia Sagrado Coração de Jesus: Paróquia Bom Pastor: Paróquia São José Operário: Paróquia São José Esposo: Paróquia Santa Terezinha: Paróquia São João Batista: Paróquia São João Bosco;  Paróquia Catedral Santa Cruz.

A diocese de Rondonópolis-Guiratinga integra 13 municípios e 22 paróquias com urna extensão geográfica de 53.406 Km e população de 327.00 habitantes. 28 padres diocesanos, 09 padres religiosos, 07 Congregações Religiosas femininas com 12 comunidades, 4 seminaristas na filosofia e 4 na teologia e 05 no propedêutico.

A assembleia contatará com a participação de 110 delegados entre padres, religiosas e cristãos leigos das comunidades, pastorais e movimentos eclesiais oriundos das 22 paróquias que integram a Diocese.

A tradição consolidada de assembleias na Igreja Católica remonta desde os primeiros anos de difusão do cristianismo. Já no tempo dos Apóstolos, diante de desafios que a comunidade enfrentava, houve por bem convocar uma assembleia para discutir em conjunto os problemas e discernir as melhores soluções.

Na sua caminhada através da história, a Igreja Católica desenvolveu três instâncias de participação: Concílio Ecumênico quando são convocados todos os bispos do mundo para discernir sobre os temas que indeferem no conjunto de toda Igreja. Sínodo, quando o papa convoca bispos de várias regiões do mundo para refletirem sobre determinados temas emergentes diante de novos desafios. Assembleias quando uma Conferencia Episcopal, uma diocese ou uma paróquia se reúne para situar a ação evangelizadora no contexto atual, avaliar caminhada pastoral percebendo os indicativos incidentes, assumir objetivos e prioridades para ação evangelizadora da Igreja Católica. Assembleia Pastoral é instância de participação, exercício de partilha, experiência comunitária da vida cristã, busca conjunta de melhores caminhos para a evangelização e a missão da Igreja.

Animam a pastoral, milhares de leigos e leigas engajados nas comunidades eclesiais de base, pastorais, movimentos eclesiais e serviço aos mais necessitados. Outros assumem a missão como catequistas, animadores de comunidades, ministros da palavra, ministros do batismo, testemunhas qualificadas para o matrimônio, nas diversas pastorais e movimentos eclesiais. A atuação dos leigos e leigas faz a Igreja ser viva nas comunidades e são instrumentos que levam a Palavra de Deus, a evangelização e a promoção da vida às pessoas e sociedade.

Papa Francisco ensina: “É preciso retomar do Concílio Vaticano II a figura da Igreja como ‘povo de Deus, em caminho com suas dores e alegrias’ e que contém um projeto de Igreja”. O Papa reafirme o desejo de ver a Igreja capaz de escutar o próximo, de levar em conta como primeiro momento teológico a realidade concreta das pessoas, de fazer prevalecer o princípio da misericórdia. Diante da fragilidade e dos erros o ensino de Jesus não é de julgamento e condenação, mas de acolhida e escuta, de aproximar-se, entender a realidade concreta da pessoa. “O anúncio do amor salifico de Jesus antecede a qualquer julgamento”. “A nossa resposta a este mundo tem um nome: chama-se fraternidade, chama-se irmandade, chama-se comunhão, chama-se família” e o Papa afirmou “que o medo de mudar, de avançar, de caminhar, experimentado não deve causar paralisia, pois ela a faz-nos perder o gosto de desfrutar do encontro, da amizade, o gosto de sonhar juntos, de caminhar com os outros”.

Que o Sagrado Coração de Jesus, patrono da Diocese, derrame abundantes graças e bênçãos sobre cada um de nós. Saúde aos doentes, alegria aos tristes, esperança aos desanimados.

(*) Dom Juventino Kestering, bispo diocesano

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