Deputado estadual Thiago Silva: “como presidente da comissão de educação da AL-MT, acredito ser uma política pública de grande interesse da sociedade” – (Foto: Arquivo)

 

O deputado estadual Thiago Silva (MDB) apresentou, nesta semana, na Assembleia Legislativa, projeto de lei para instituir a “Política Estadual de Prevenção da Automutilação e do Suicídio”, em cooperação com os municípios, a participação da sociedade civil e de instituições privadas.

De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), de outubro de 2019, o número de suicídios em Mato Grosso aumentou 44% no período de 4 anos, entre 2015 e 2018. Já a taxa de mortalidade a cada 100 mil habitantes saiu de 4,6 para 6,4. Nos quatro anos compreendidos no levantamento, 738 pessoas tiraram a própria vida em Mato Grosso e as lesões auto provocadas (tentativas de suicídio, automutilação) chegaram a 1.753 registros no mesmo período. A maioria dos casos envolve jovens de 15 a 29 anos.

Conforme o deputado Thiago Silva, o assunto não deve ser tratado como tabu, e o poder público precisa facilitar a interação entre escola e família para evitar que este tipo de situação possa ocorrer. “Preocupado com a pauta, apresentamos em junho de 2019 o requerimento 449 onde solicitamos à Seduc-MT a inserção de equipes multidisciplinares nas escolas estaduais, para que haja atendimento psicológico e pedagógico dos nossos jovens”, disse o parlamentar.

Entre os objetivos do projeto, estão prevenir a violência auto provocada, promover a melhoria na saúde mental e controlar os fatores condicionantes que afetam a mente de cada ser humano que sofre de transtornos psíquicos.

“Como presidente da comissão de educação da AL-MT, acredito ser uma política pública de grande interesse da sociedade, pois vemos hoje em dia jovens tirando a própria vida, muitas vezes por falta de uma prevenção mais eficaz e a falta de diálogo com a família. Além disse, apresentamos projeto de lei sobre a ‘Semana da Família na Escola’, que vem de encontro com a prevenção que idealizamos”, acrescentou.

A automutilação pode estar ligada ao abandono, frustração, depressão e a violência ocorrida dentro de casa. Segundo o projeto, o poder público poderá celebrar parcerias com empresas provedoras de conteúdo digital, mecanismos de pesquisa da internet e gerenciadores de mídias sociais para a divulgação dos serviços de atendimento às pessoas em sofrimento psíquico.

 

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