A princípio, os corpos doados ficarão à disposição do Campus de Cuiabá. Porém, se houver uma boa adesão da sociedade mato-grossense para o projeto, pode disponibilizar para os campi de Sinop, Barra do Garças e Rondonópolis – (Foto: Divulgação/Facebook/UFMT)

 

Projeto de extensão da Faculdade de Medicina (FM) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus de Cuiabá, iniciou programa inédito em Mato Grosso de doação voluntária de cadáveres. A iniciativa “Legado Eterno” possibilita que as pessoas possam demonstrar o interesse em doar os corpos à FM para estudos acadêmicos.

A formação de profissionais da área da saúde está baseada no estudo da morfologia do corpo humano, com o objetivo de compreender como ele é constituído, o que auxilia no diagnóstico e prognósticos de inúmeras enfermidades. O artigo 14 da Lei 10.406 de janeiro de 2002 diz que, é válida a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte, com objetivo científico ou altruístico.

 

 

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Apesar disso, de acordo com o coordenador do projeto, o professor da Faculdade de Medicina, Flávio Silva Tampeline, há uma escassez de cadáveres para estudos nas Universidades. O programa é um mecanismo que visa sanar este problema na UFMT.

“O estudo e a pesquisa em cadáveres é de extrema importância para o desenvolvimento da medicina e outras áreas da saúde. As aulas de anatomia são ministradas com teoria e prática, e não é possível visualizar com perfeição todas as partes do corpo humano em modelos sintéticos que simulam o real. O projeto vai auxiliar professores, estudantes e técnicos a ter o material necessário para o desenvolvimento do ensino e aprendizagem da anatomia humana. Por mais que a tecnologia auxilie, este processo se faz mais precisamente no estudo do cadáver”, afirmou.

Segundo o docente, o projeto também tem como objetivo conscientizar a população sobre a doação e o que é feito com os cadáveres. Outro ponto é aproximar a UFMT da comunidade externa, com visitas de escolas do ensino fundamental e médio ao laboratório de anatomia.

“Nós já ministramos palestras sobre doenças e, com a disposição de peças anatômicas eles podem conhecer como funciona o processo de estudo do corpo humano. Então, a chegada de cadáveres para fins acadêmicos significa também abrir a possibilidade de levar a sociedade para dentro dos laboratórios e transmitir conhecimento sobre como as partes humanas são constituídas”, disse.

O projeto ainda estuda a criação do primeiro museu do corpo humano de Mato Grosso, que seria aberto para toda comunidade, com a exposição de modelos sintéticos, incluindo mesas anatômicas, softwares de realidade virtual e cadáveres, para melhor entendimento das características humanas.

Para demonstrar o interesse em participar do programa de doação de corpos, é necessário preencher os formulários disponíveis no site do projeto e reconhecer firma em cartório, com duas testemunhas. Na página do programa também são disponibilizadas informações sobre dúvidas frequentes relacionadas ao processo de doação.

A princípio, os corpos doados ficarão à disposição do Campus de Cuiabá. “Se nós conseguirmos uma boa adesão da sociedade mato-grossense para o projeto, poderemos disponibilizar para os campi de Sinop, Barra do Garças e Rondonópolis”, disse o docente. (Com assessoria da UFMT)

 

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