(*) Patrícia Passos

A leitura faz parte das nossas vidas desde os primórdios, no entanto, ler não quer dizer somente decodificar símbolos ou sinais, mas interpretar e compreender o que se lê. Todavia, é evidente a dificuldade na interpretação de textos, não apenas no cotidiano escolar como no dia a dia de grande parte da população.

Com o passar dos anos, a definição de leitura vem se evoluindo de modo que surgem novas maneiras de pensar, agir e se comunicar. Nunca ocorreram tantas mudanças no cotidiano influenciadas por modernas tecnologias como tem ocorrido em todo o mundo. A cada dia que passa as pessoas são desafiadas nas mais variadas situações em que é necessário dispor da habilidade de leitor, não só de textos escritos, mas, principalmente, compreender o mundo que o rodeia, ou seja, ler a própria vida e nela ser a peça principal dessa engrenagem. A leitura de caixas eletrônicos, os aplicativos de relacionamentos e as redes sociais são excelentes exemplos dessa moderna linguagem usada atualmente, a denominada leitura digital.

Muitos têm trocado livros e jornais por áudios, vídeos, música, aplicativos e outros meios de entretenimento que a tecnologia oferta a todos. Além disso, a Era Digital trouxe um novo perfil de leitor, sem muita paciência, característica típica dos jovens, bem como mais ágil e que gosta da leitura cheia de idas e vindas, mais lúdica e dinâmica.

Sabe-se que as instituições de ensino ofertam computadores e laboratórios de informática para que seus alunos tenham acesso às novas ferramentas de leitura e escrita. No entanto, isso não é o bastante, faz-se necessário, primeiramente, que o docente planeje outras estratégias para ministrar aulas, fazendo uso das novas tecnologias.

Além de novos meios de acesso à informação e comunicação, a internet tem ofertado novas maneiras de administrar as interações no mundo virtual de conhecimentos. Por isso, preocupados com a relevância da leitura na formação do homem, muitos professores têm modificado suas metodologias, uma vez que, para permanecer em um mundo globalizado e em constante evolução, é preciso que o aluno está preparado para participar veemente como agente transformador e não um simples espectador da sociedade.

A relação entre a tecnologia e o indivíduo é o fator que tem transformado os próprios indivíduos, incentivando-os a terem novas reações e comportamentos diante de situações já vivenciadas. Assim, fica claro que a leitura não foge à regra, pois ler é um hábito que se aflora depois de a pessoa experimentar o prazer da compreensão e interpretação da leitura.

Cabe evidenciar que a leitura não pode ser vista apenas como informação, mas sim como um processo libertador para o leitor, ou seja, o leitor precisa ir além da interpretação e compreensão de um texto, ele deve ser capaz de transformar a realidade que vive. O ensino precisa ser sempre embasado na produção e na crítica da realidade, de modo que a leitura se mostra como um dos meios para se educar cidadãos críticos, autônomos e transformadores da realidade.

Nesse contexto, fica evidente que a leitura é uma ferramenta apta para auxiliar de maneira satisfatória para que se atinja a capacidade cognitiva, no intuito de acompanhar a evolução do mundo e da tecnologia. Dessa maneira, fica evidente a importância da leitura, destacando a necessidade em se incentivar a sua constante prática.

(*) Patrícia Passos Ferreira, Educadora, Funcionária Pública. Rondonópolis-MT

 

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