A delegada Anaíde Barros atuou por muitos anos em Rondonópolis, onde teria cometido o ato de improbidade administrativa – Lenine Martins/Sesp

 

A Justiça ordenou a imediata exoneração da delegada da Polícia Civil Anaíde Barros de Souza, que atuou muitos anos em Rondonópolis, condenada por suposto ato de improbidade administrativa no exercício do cargo. A decisão de exonerar a delegada, que foi proferida no último dia 3, partiu do juiz Francisco Rogério Barros, da Primeira Vara Especializada da Fazenda Pública de Rondonópolis, que já encaminhou ofício a Secretaria de Estado de Segurança Pública cobrando o imediato cumprimento da sentença. Em sua decisão, o juiz também estabelece uma multa civil de R$ 71.615,44 à delegada e de R$ 77.242,66 ao empresário Nivaldo Duque, outro acusado de envolvimento no caso.

O fato, de acordo com o Ministério Público do Estado (MPE), aconteceu no dia 7 de dezembro de 2005, após policiais terem apreendido em duas lojas do Shopping Popular, mais conhecido como “Camelódromo”, cerca de 1.300 CD’s, DVD’s e bolsas de várias marcas, “todos produtos piratas”. Uma dessas lojas pertencia ao empresário, que teria em seguida procurado pela delegada, que estava de plantão naquela ocasião e por sua vez teria orientado o empresário a adquirir o material semelhante ao apreendido, mas original, para que fosse trocado pelos produtos piratas, o que, conforme a denúncia, configurou o ato de improbidade administrativa por parte da servidora pública.

O processo já tramitou em julgado e além da exoneração, o juiz Francisco Rogério Barros determinou ainda a proibição de contratação dos condenados com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, além da perda dos direitos políticos.

 

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) já comunicou que recebeu o ofício da Justiça na última sexta-feira (11), e que encaminhou o documento para que a diretoria da Polícia Judiciária Civil tome às providências. Anaíde Barros atualmente responde pela Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) em Cuiabá.

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Essa justiça é fajuta. Tenho pena do empresário que caiu de bode expiatório.
    Lá no camelódromo o que mais tem é pirataria. Tá cheio de bolsas, Whisky, Tenis, Citotec, Sibutramina, Hormônios proibidos, Cigarros, Sky Gato. Tem dono de loja fumando narguilé naqueles corredores no meio de crianças.
    CADÊ A POLÍCIA????

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here