(*) Max Ferraz

Até a presente data não fui notificado pela Justiça. A referida contratação alegada pelo Ministério Público, MP, no processo, citado por esse veículo dia 08/10, fora feita especificamente para um show musical com uma banda de renome nacional, o valor pago incluía todas as despesas com traslado, hospedagem e alimentação, além do cachê. Tenho total convicção da probidade e regularidade dos meus atos, assim que notificado, apresentarei minha defesa e demonstrarei que tudo se deu nos exatos termos da lei.

É direito constitucional expressar a opinião e o antagonismo nesse país, o questionamento que deve ser feito é com a forma que isso foi veiculado pelo MP, sem antes notificar-me. O que não passa da intenção de um assassinato de reputação, uma forma tacanha de atacar a honra subjetiva e conflagrar antecipadamente a opinião pública, isso é incitar as pessoas a formar as mais cruéis opiniões, colocando-me na esfera corruptiva da qual nunca fiz parte.

É sabido que uma frase tirada do seu contexto pode gerar uma guerra sem precedentes. Ela gera descompassos de entendimentos em quem vê e em quem ouve. Vale lembrar que, reputabilidade é um bem maior que um homem de bem pode ter e eu defenderei a minha honra com garras de leão. Tenho uma história da qual me orgulho, jamais permitirei laivos de moralidade contra minha pessoa injustamente. Não tenho compromissos com erros. Sou ativista cultural, músico, professor e as pessoas desta cidade me conhecem como um homem de prestígio. Mas isso amigos, esse joguete, faz parte de um raciocínio casuístico no Brasil, apedreja-se, bate no rosto primeiro antes de perguntar o nome e a biografia do cidadão. Para quem não sabe, a justiça está acima das paixões humanas e a injustiça se configura ao categorizarmos algo sem antes termos a lídima certeza dos fatos, com isso jogamos as pessoas na fogueira da inquisição apenas por meras suposições.

O direito aconselha olharmos além das polaridades para evitar a visão unicísta e não tomarmos um caminho sem volta quando se trata de prejulgar os atos alheios. Conheço a missão precípua de cada setor dos três poderes e esse que me toma por suspeição tem por responsabilidade desenvolver o senso de harmonia e justiça dentro da razão para se chegar a um veredicto. Mas não, muitos não se portam com a liturgia que o cargo exige e praticam o injustiçamento público. Essa é minha indignação com a justiça brasileira e seus modus operandis que se valem do aval do anonimato e do poder atrás de uma mesa para borrar a história de seus cidadãos.

“Quando alguém nos conta uma história ele pode impor sobre nossas credulidades infundadas e absurdas obras de ficção como relatos reais”. Considero esse factóide um roldão Rastacuera especulativo dentro da ordem social rondonopolitana. Isso é pura ideologia da manutenção do Status Quo neopolítico, mesmamente ao coronelismo antigo: quem tem caneta manda e mata a história de vida do outro.

(*) Maximiano Ferraz de Almeida, o Max Ferraz, é músico em Rondonópolis

 

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