A empresária Jozelma do Nascimento Pesqueira Gimenes foi assassinada dentro da sua residência, na madrugada do dia 12 de agosto de 2007 – Foto: Arquivo

O acusado de ser o mandante do homicídio que vitimou a empresária Jozelma do Nascimento Pesqueira Gimenes, Fernando Henrique de Souza, vai ser submetido a um novo Júri Popular. No primeiro, que aconteceu em 2017, ele foi inocentado do crime, mas o Ministério Público (MP) recorreu ao Tribunal de Justiça (TJ) do estado e conseguiu que um novo julgamento fosse marcado.

O crime aconteceu na madrugada do dia 12 agosto de 2007, quando a empresária e seu esposo Sérgio Gimenes Cordon chegavam em casa depois de participarem de um baile no Centro de Tradições Gaúchas (CTG). Assim que entraram em casa, eles foram abordados pelo suspeito Marcos Antônio Lopes, que já estava dentro da residência. O bandido acabou dando um tiro no peito da empresária, que morreu no local, fugindo em seguida levando consigo joias e eletrônicos.

 

 

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Inicialmente, o crime foi tratado como latrocínio, que é o roubo seguido de morte, mas o fato do criminoso já estar esperando as vítimas no interior da casa e não ter arrombado nenhuma porta ou janela, chamou a atenção dos investigadores, que acabaram por suspeitar que o mesmo teria agido em conluio com Fernando Henrique, que era noivo da filha da empresária. Marcos Antônio Lopes confessou também que foi o genro da empresária que teria lhe fornecido uma cópia da chave da casa e uma cópia do alarme.

Assim que conseguiram chegar ao executor do crime, o acusado confessou que agiu em conluio com o genro de Jozelma, que arquitetou um plano para simular um latrocínio da mesma, de olho em um seguro de vida que a empresária tinha, cuja beneficiária era sua filha.

Marcos Antônio Lopes foi julgado e condenado pelo seu crime, mas o processo que envolve o suposto mandante foi desmembrado e Fernando Henrique de Souza acabou sendo absolvido.

 

Jorge Damante, promotor de Justiça: “decisão que foi proferida naquele julgamento foi uma decisão manifestamente contrária às provas dos autos” – Foto: Denilson Paredes

 

Mas, por entender que o processo contém provas robustas o bastante para justificar uma condenação por participação no homicídio, já que há a confissão do executor do crime afirmando que ele seria o mandante, haveria a prova de que Fernando Henrique teria fornecido a chave e o controle do alarme da residência onde ocorreu o homicídio e outros indícios, o promotor de Justiça Jorge Paulo Damante Pereira, que atua no Júri Popular em Rondonópolis, recorreu ao TJ, que acabou por marcar outro Júri Popular para julgar Fernando Henrique de Souza.

“Nós recorremos porque entendemos que aquela decisão que foi proferida naquele julgamento foi uma decisão manifestamente contrária às provas dos autos. Os jurados são soberanos nas suas decisões, mas se eles tomam uma decisão que destoe muito das provas do processo, o TJ pode reformar aquela decisão e determinar a realização de outro Júri, com outros jurados. Outro conselho de sentença”, informou.

 

A defesa do acusado chegou a recorrer da decisão de realizar um novo Júri ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas a corte não deu provimento ao recurso e Luiz Fernando terá que responder pela sua participação no homicídio.

O novo julgamento do acusado de mando do crime está marcado para o dia 12 de dezembro deste ano, às 9 horas, no Tribunal do Júri do Fórum local.

 

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