Caso aconteceu no dia 30 de agosto, no bairro Dom Osório (Fotos: Policia Civil / Arquivo)

 

A Gerência Regional de Criminalística de Rondonópolis pôs fim a um grande mistério, que intrigava os moradores da cidade. A morte do casal Joares Moreira Alves Filho, 45 anos e Elisângela Bargos Gonçalves, 36 anos, ocorrida no dia 30 de agosto, no bairro Dom Osório, se deu por expansão de monóxido de carbono, proveniente do sistema de escapamento de gases do veículo em que eles estavam.

Os dois foram encontrados por um irmão de Joares Moreira Alves Filho, desacordados e dentro do veículo, que estava estacionado em frente ao PSF em construção do bairro. O homem retirou os dois do veículo e chamou o Samu, que apenas pode constatar os óbitos. Na ocasião, o caso foi tratado como morte em decorrência de envenenamento ou por intoxicação de monóxido de carbono, o que se confirmou agora com o laudo oficial.

 

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Segundo as informações divulgadas pela Gerência Regional de Criminalística, testes indicaram que falhas de vedação no assoalho do veículo e na tampa do porta-malas permitiram que gases se expandissem pelo interior e atingissem altas concentrações. Conforme conclusão do laudo pericial, os fatos sugerem tratar-se de inalação acidental de monóxido de carbono e a falha pode ter sido causada por ausência de manutenção ou manutenção inadequada, tanto no sistema de escape quanto em pontos de vedação contra gases e partículas sólidas.

 

 

Na análise do veículo, foi constatada que a tampa do porta-malas não estava fechando e havia grande espaço, permitindo a passagem de gases na lanterna traseira esquerda, além de diversos pontos de corrosão no assoalho do veículo.

No laudo, consta que em teste realizado pelos peritos, em 10 minutos a concentração detectada pelo medidor de gases atingiu 1000 ppm (partes por milhão), o máximo que o aparelho consegue identificar. Removido o medidor do interior do carro, a concentração veio para 11 ppm e retornou em seguida para 0 ppm.

Agora, o laudo de necrópsia, que indica compatibilidade dos óbitos com asfixia por monóxido de carbono, serão anexados ao inquérito policial conduzido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

 

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