(*) Clotildes Farias

Menina pequenina
Dos cabelos encaracolados
De tudo que via
De tudo que existia
Nada lhe podia

Menina pequenina
Dos cabelos emaranhados
Nos seus olhos não vejo estrelas
E tampouco reinos encantados

Menina pequenina
Por onde anda seus passos lépidos?
Em que beco os esqueceu?
Restaram-lhe apenas os rastros tépidos
De uma infância que se perdeu

Menina pequenina
Dos cabelos encaracolados
A que horas vai dormir?
Tão miúda e já vive sem sorrir
Tão miúda e já adormece sem ninar
Sem abraço que lhe agasalhe
Sem olhar que lhe guarde
Sob o álgido luar

Diga-me onde guardou seu riso
E onde está o seu brincar
Oh, menina! Chame tua mãe!
Peça que cante
Peça que conte
Uma história para sonhar!

(*) Clotildes de S. Farias, professora formada em Letras, M.a. em Educação pela UFMT e moradora desta cidade

 

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