Wellington Ribeiro da Silva foi preso no dia 12 de setembro, mas apresentado ontem – Polícia Civil de Goiás

 

A Polícia Civil de Goiás apresentou, ontem (19), detalhes de uma investigação que levou à prisão de Wellington Ribeiro da Silva, 52 anos, suspeito de ser um estuprador em série, o maior de Goiás e um dos maiores do Brasil. Wellington é apontado como o autor de 47 estupros, sendo que exames periciais de DNA já confirmaram ser ele o autor dos crimes sexuais contra 22 vítimas, ocorridos entre os anos de 2008 e 2019.

 

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O homem é fugitivo da Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa – Mata Grande. Ele foi condenado em 2016 pelo Tribunal do Júri de Rondonópolis, à revelia, a quase 50 anos de prisão por um triplo homicídio, caso que chocou Mato Grosso e ficou conhecido como a “chacina do Monte Líbano”. O crime ocorreu no dia 20 de março de 1997, quando foram degolados Luzia Pereira da Silva, 39 anos e os dois filhos dela, Diego Pereira da Silva, 10 anos e Hugo Pereira Brito, 3 anos.

Wellington Ribeiro, na época dos acontecimentos, supostamente comandava uma quadrilha de assaltantes e assassinos que cometeram vários crimes de roubos e assassinatos na região. Ele havia mantido um caso com Luzia, que tinha dois filhos de outros relacionamentos, e teria suspeitado que a ex-amásia estivesse passando informações para a polícia sobre as suas atividades criminosas, por isso, teria decidido matá-la.

 

Cúpula da Segurança Pública de Goiás apresentou homem investigado por 47 estupros no estado – Polícia Civil de Goiás

 

Na noite do crime, Wellington teria ido à casa de Luzia, no bairro Monte Líbano, e matado a mulher a golpes de faca. Em seguida, foi a vez do menino mais velho, de 10 anos, que teria visto o assassinato, também ser morto a golpes de faca. O mais novo, de 3 anos, segundo a investigação, estava dormindo e acordou com o barulho. Ele teria então começado a chorar e, para ser silenciado, também foi morto com golpes de faca. Os corpos, todos degolados, foram descobertos pelos vizinhos, que suspeitaram do silêncio na casa e do mau cheiro que exalava do interior da residência.

 

A IDENTIFICAÇÃO E PRISÃO

Os crimes cometidos em Goiás foram investigados por uma força-tarefa da 2ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Aparecida de Goiânia, durante a Operação Impius, que contou com o auxílio da Polícia Técnico-Científica. A investigação foi feita com trabalho de inteligência, coleta de declarações das vítimas e análise do “modus operandi” do autor.

Segundo a polícia, ele começou a praticar os crimes de estupro em 2008 e confessou ter praticado somente seis abusos, dos 47 investigados. Os crimes eram cometidos, principalmente, em Aparecida de Goiânia. No entanto, também há registros de estupro em Bela Vista de Goiás, Abadia de Goiás e Hidrolândia.

Conforme a investigação aponta, Wellington Ribeiro anunciava um assalto, obrigava as vítimas a subirem na moto, e as levava para lugar ermo, onde praticava o crime, valendo-se de grave ameaça (uso de arma de fogo) e sem retirar o capacete, a fim de ocultar sua identidade.

A Polícia Técnico-Científica, observando vestígios de estupros ocorridos entre 2015 e 2017, conseguiu encontrar o perfil genético de Wellington em várias vítimas e, a partir disso, a Polícia Civil passou a investigar os crimes. Apesar da prisão no dia 12, a Polícia Civil de Goiás só fez a apresentação do suspeito ontem, pois aguardava o resultado dos exames de DNA para comprovar a autoria dos estupros.

 

HISTÓRICO E FUGA DA MATA GRANDE

Wellington já havia sido preso, em flagrante, em 2011, acusado de ter estuprado uma vítima e ter feito sexo oral em sua bebê de 5 meses, no Jardim Ipanema, em Goiânia. No auto de prisão em flagrante, ele se apresentou com o nome falso de Sérgio Rodrigues da Silva. Por ter procedimentos penais em Mato Grosso, por vários crimes além dos homicídios, Wellington foi transferido para o estado. Em 20 de novembro de 2013, conseguiu fugir da penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa – a Mata Grande, e retornou para Goiás.
Wellington Ribeiro da Silva foi preso no último dia 12 de setembro, em flagrante, por uso de documento falso e por estar com uma motocicleta com restrição de roubo, além de possuir mandado de prisão em aberto. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva após audiência de custódia. Ele foi detido em uma via pública, no Setor Veiga Jardim, Aparecida de Goiânia, próximo ao Anel Viário.
“Ele despreza a mulher, a considera um ser inferior. Ele filmava as vítimas após o estupro para que elas não denunciassem, abusou por duas vezes de mães e filhas”, disse o delegado Carlos Leveger, um dos responsáveis pela investigação.

 

 

2 COMENTÁRIOS

  1. morto nao daria despesas alguma….e não mais faria crimes, pq como é do ramo vai fugir de novo e seguir a carreira, pq méritos p isto ele tem e muito, verdadeiro monstro…..Qta despesas ainda vai dar para o governo no geral, fácil uma só bala resolve….mas nossa lei é mansa como carneiro…..fora os medrosos..destes bandidos….fogo neles….como fazia Getulio Vargas….era na carabina…..

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