Falta de energia prejudica a Defensoria

Desde o começo da semana, até ontem, o órgão tem ficado sem energia todas as tardes

653
Prédio do Núcleo Cível da Defensoria Pública, na avenida Goiânia: transtornos com interrupção da energia elétrica – Arquivo

 

A oscilação e interrupção no fornecimento de energia elétrica têm prejudicado o trabalho no Núcleo da Defensoria Pública Cível de Rondonópolis. A energia, desde o começo da semana até ontem, havia faltado todas as tardes, o que tem causado o atraso na tramitação de processos e a Defensoria não teve como atender os cidadãos que procuraram pelos seus serviços nesses dias.

 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


 

 

De acordo com a defensora pública Adriana da Silva Rodrigues, coordenadora em substituição do Núcleo Cível da Defensoria em Rondonópolis, a falta de energia começou na tarde da última segunda-feira (9), e se repetiu nas tardes da terça e da quarta-feira (10 e 11), sempre começando por volta de 14 horas e só retornado depois das 17 horas, o que inviabilizou os trabalhos e atendimentos do órgão.

“Isso aconteceu todos os dias dessa semana por volta de 14 horas, que é um horário em que nós normalmente estamos lotados. O maior prejudicado é a população que procura pelos nossos serviços. Nós atendemos aqui aquelas ações da área de família, questões como pensões atrasadas, guarda de filhos a serem resolvidas, ações na área da saúde, que são aqueles processos que as pessoas precisam movimentar para conseguir algum tratamento ou medicação. Há aquelas ações que precisamos fazer a defesa das pessoas na área da Fazenda Pública, ações relacionadas à questão da infância e adolescência que têm uma prioridade absoluta. São essas pessoas que são prejudicadas”, lamentou.

 

Ela conta que com a interrupção no fornecimento da energia elétrica, a Defensoria fica sem computadores e sem o ar condicionado, o que torna a temperatura do interior do prédio insuportável. “Aquelas pessoas que tinham atendimento agendado estão sendo reagendadas e aquelas que nos procuraram pela primeira vez, infelizmente, tiveram que voltar para casa sem dar encaminhamento às suas questões. Nós já estamos num prédio que é muito aquém das nossas necessidades, pois a procura pela Defensoria cresceu bastante, o que torna o ambiente sem energia insalubre. Ontem (anteontem) mesmo estava muito quente e somos obrigados a dispensar as pessoas, pois não sabemos quando a energia vai voltar”, acrescentou Adriana Rodrigues.

 

Adriana da Silva Rodrigues, defensora pública: “o maior prejudicado é a população que procura pelos nossos serviços” – Divulgação

 

A coordenadora da Defensoria explicou que, todos os dias, o órgão abriu chamados, pedindo manutenção dos técnicos da Energisa, que chegaram a ir até o local e afirmaram que se tratava de problemas no transformador da rua, mas nenhuma providência foi tomada. “As pessoas ficam chateadas, e com razão. Imagina você sair de casa nesse calor, ter despesas para se locomover até aqui e não conseguir encaminhar nada. E além disso, tem a questão dos prazos dos processos em andamento, que foram todos perdidos”, concluiu.

O prédio do Núcleo Cível da Defensoria Pública fica no início da Avenida Goiânia, no bairro Jardim Pindorama. No local, trabalham cerca de 35 pessoas e os defensores atendem uma média de 80 pessoas todos os dias.

 

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here