Algodão: Uso de drones no agro é destaque em congresso

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Os aparelhos, por si só, não identificam pragas e doenças – Foto: Divulgação/Embrapa

 

A estimativa da consultora sueca Berg Insight para o mercado global de soluções para a Agricultura de Precisão (AP) é de 4,2 bilhões de euros, em 2021, um crescimento anual em torno de 13,6%. A cifra sinaliza o tamanho desse mercado que envolve, entre outras ferramentas, o uso de drones no agro. O assunto foi destaque de um talk show no 12º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), em Goiânia (GO).

 

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O congresso, promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e da Embrapa, teve início na terça (27) com participantes de 20 países e 21 estados brasileiros.

A Embrapa Instrumentação desenvolve programas computacionais para aquisição, tratamento e análise das imagens captadas por máquinas fotográficas embarcadas nos drones. No entanto, os aparelhos por si só não identificam pragas e doenças.

“São necessários sistemas poderosos para reconhecer padrões”, diz o pesquisador da Embrapa, Lúcio André de Castro Jorge, que utiliza técnicas avançadas de geoprocessamento para interpretar as imagens, transformando-as em dados úteis para o produtor.

Lúcio Jorge destacou as novidades na detecção de pragas e doenças, as ferramentas de processamento e análise, as vantagens e desvantagens dessas ferramentas e o uso no controle químico ou biológico de pragas.

 

CADEIA DE MILHÕES

De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a safra 2018/2019, que ainda está sendo colhida em 1,6 milhão de hectares, aponta uma produção de 2,1 milhões de toneladas de plumas de algodão para exportação. Além disso, há 700 mil toneladas de pluma destinadas ao abastecimento do mercado interno, segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit).

 

 

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