Casé Oliveira exibe uma de suas iguarias elaboradas com insetos – Foto: Portal Comciencia.br/divulgado pela Embrapa

É provável que a maioria da população mundial vai comer insetos no futuro. E para explicar essa tendência, o biólogo e chef cook (cozinheiro de insetos), Casé Oliveira, apresentou, esta semana, no auditório central da Embrapa Meio-Norte, em Teresina, a palestra Insetos alimentícios para a continuidade da vida no planeta terra.

Oliveira, que também é presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Insetos, tinha o propósito de deliciar a plateia com um prato típico da gastronomia do mundo dos invertebrados: bruscheta fatiada com maionese de leite e besouros na fase jovem polvilhados. Era comparecer à palestra e provar da iguaria, uma das principais do menu do consagrado cozinheiro de insetos.

A produção de proteína animal hoje no planeta, segundo Oliveira, “é responsável por 30% das emissões de gás de efeito estufa, além de consumir muita água e 160 vezes mais espaço à produção de outros alimentos”. Ele defende a produção e o consumo dos insetos alimentícios  como sendo de “alto valor biológico, de baixo impacto ambiental e nutritivos”.

Com a população mundial crescendo em um ritmo acelerado, e uma previsão de pelo menos 9 bilhões de pessoas habitando a terra em 2050, é muito provável que os insetos tenham presença obrigatória na alimentação humana. Eles são ricos em proteína e já estão há anos na alimentação de países africanos, por recomendação da própria Organização Mundial das Nações Unidas (ONU).

Segundo a instituição, os insetos-comida mais populares são: besouros, em primeiro lugar com 31%, seguidos das lagartas (18%), abelhas, vespas e formigas (14%). Os grilos e gafanhotos seguem com 13%. Ainda de acordo com a ONU, as outras  posições  são preenchidas  pelas cigarras, os cupins e as libélulas.

 

 

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