Percepção

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(*) Rayne Emille

Quero surtar no mar de felicidade,
De boas lembranças,
da minha antiga idade.
Quero soprar o vento,
Que me carregou por tanto tempo…
E em forma de agradecimento,
Vou lhe fazer um cafuné.

Volta e vai,
Ou vai e volta?
Tanto faz.
Mesmo sentido,
Quem foi, ficou.
Quem ficou, não volta mais.
É a percepção das coisas…
Das coisas que machucam.

Eu quero poder andar nas ruas sem me preocupar com vidas alheias.
Se misturam…
Como areia e chuva,
Uma bagunça só.

Por falar em só,
Como anda você?
Tenho me preocupado.
Pessoas já não pensam mais nas outras.
É “vidas alheias” para bisbilhotar,
E menos “corações” para se importar.

Força, tão pouco persista.
Foco, ser retilíneo em seus momentos de inferioridade.
Fé, acredite no que não se pode ver.
Olhos nus, são urubus, só enxergam o que geralmente está apodrecendo.
O essencial da vida não é percetível aos olhos físicos.

(*) Rayne Emille Ramos de Souza, 18 anos, estudante de Letras – Língua Portuguesa na UFR

 

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