De onde vim

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(*) Jakson Aguirre

Se perguntares a mim, sobre a terra onde nasci
Se quiser de mim saber da infância que vivi
É um pedaço de chão cortado por ribeirão
Manhãs frias pés descalços, a caminhar pelo chão

Barbaquá fumegando, mate quente, gostoso aroma da erva
Andar sozinho no mato sentindo o cheiro da relva
A carroça cheia de lenha em uma estrada sem fim
Cheiro bom da liberdade, o meu crescer foi assim!

Casa de pau a pique, ladrilho de chão batido,
No terreiro os viras lata de vez em quando, um latido,
Galinhas cocoricando, em um terreiro imenso,
O preço da liberdade, é a maneira que penso.

Hoje são só lembranças que corrói, machuca o peito,
Ficou presa no passado voltar eu sei não tem jeito,
Ficaram boas histórias que as vezes me causam dor,
Mas foi então que aprendi, na terra onde nasci, a valorizar o amor.

(*) Jakson Aguirre é poeta e escritor, membro da academia rondonopolitana de letras, cadeira nº 8

 

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