Loteamento Popular: PROS vê suspeita de estelionato eleitoral

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Galeno Esteves, presidente do PROS: “no passado, foram doados lotes sem nenhuma infraestrutura, situação que causou problemas para o Município posteriormente” – Arquivo

A compra de uma área de 44 hectares, que a Prefeitura de Rondonópolis está autorizada a adquirir para ampliação da região do Alfredo de Castro, pelo valor de R$ 6 milhões, com a ideia de dividir em 1.500 lotes, está sendo vista pelo presidente do Partido Republicano da Ordem Social (PROS), Galeno Tadeu Esteves, como uma suspeita de “estelionato eleitoral”.

 

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“A bancada de vereadores do PSDB levou a situação para o Ministério Público. Eles tomaram a medida correta e o Pros apoia a posição do PSDB, porque acreditamos que o Município já tem uma imensa área adquirida para loteamento popular e, devido a isso, não concordamos com mais um loteamento de cunho populista. No passado, foram doados lotes sem nenhuma infraestrutura, situação que causou problemas para o Município posteriormente”, argumentou.

“Esta administração municipal tem que observar questões macro da cidade e sua organização. Uma obra dessa não ‘cheira bem’, porque a área está distante da urbanização e não possui garantia de infraestrutura imediata. Somos contra esta forma de aquisição. Existem tantas obras paradas na cidade e que vêm de encontro aos anseios da população. É preciso destravar estas obras para depois, sim, lançar grandes projetos para Rondonópolis”, acrescentou.

 

Área adquirida na região do Alfredo de Castro se transforma em uma grande polêmica – Foto: Arquivo

Para o presidente do PROS, esta forma de projeto fere o Plano Diretor da Cidade, uma vez que naquela área não existem escolas, redes de água e esgoto. “No passado, já vimos situação semelhante de compra de áreas para loteamento que, depois, as pessoas foram incentivadas à invasão antes do local receber a infraestrutura. Esta postura da Prefeitura é suspeita de um ‘estelionato eleitoral’, pois já vimos situação semelhante com fins totalmente eleitoreiros”, externou.

De acordo com Galeno Tadeu, a Prefeitura está agindo de forma injusta com a sociedade. “São dois pesos e duas medidas. Agora, a Prefeitura pode lançar obras sem infraestrutura enquanto o setor privado tem que seguir à risca as leis e o Código de Postura do Município. A exemplo do que existe hoje, a Prefeitura pode aplicar asfalto a frio em seus loteamentos e o setor privado é obrigado a construir asfalto a quente. Precisamos de uma gestão organizada para que todos sejam atendidos, desde o setor produtivo até o morador mais humilde. A engrenagem precisa funcionar”, completou.

 

3 COMENTÁRIOS

  1. Por essas e outras que está cidade é uma bagunça, terrenos vazios pra todo lado, que todos os anos são um problema pelo fogo ou mato!
    Quem paga são os mesmos que dizem “É o Zé que o povo quė!
    Plano diretor pra especulação imobiliária!

  2. A questão de alguem denunciar porque o prefeito comprou áreas para futuros conjuntos habitacionais, têm que ser assim mesmo! Que Eu saiba; para construir, primeiro se faz necessário comprar uma área, alguém vai ciumar; problema de quem ciumar, É só não ligar para aqueles que são contrários, importante que nosso prefeito Zé do Pátio está agradando a maioria da população!.

    Tem meu apoio Nobre prefeito!

  3. Coisas de Zé do patio, jogar um amontoado de gente em uma área não urbanizada, ferindo o plano diretor, indo contra todos os processos de gestão social! A pergunta que fica é : Quem ganha com isso?
    A resposta é muito simples; Essas velhas raposas da politica que ao “ajudarem os necessitados” viabilizam para eles a captura de votos e de “emendas”, diga-se para o bolso.

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