Reunião realizada na noite de ontem no auditório do Centro Integrado de Ensino: na pauta, a crise financeira enfrentada pela Santa Casa – Denilson Paredes

 

A situação da grave crise financeira enfrentada pela Santa Casa de Rondonópolis foi o tema de uma reunião realizada na noite de ontem (12), na escola CIE. A reunião contou com a presença de autoridades e representantes da sociedade civil organizada, que puderam ouvir explicações sobre a situação atual do hospital filantrópico, que tem acumulado uma dívida enorme com médicos e fornecedores e ameaça até fechar suas portas.

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De acordo com a empresária Tânia Balbinotti, do Grupo de Mulheres em Prol de Rondonópolis, a intenção da reunião era expor para a sociedade o momento atual vivido pela Santa Casa, com a apresentação de números e tabelas, para que todos tenham conhecimento da real situação do hospital filantrópico. “A Santa Casa tem muitos problemas, há questões que geraram essa dívida que ela tem hoje em dia. E que cria uma péssima impressão do hospital, mas a gente quer demonstrar os dados que a Santa Casa nos repassou, que nós já confirmamos e queremos debater com a sociedade o que a gente pensa para o futuro. Entendemos que não adianta só criticar a Santa Casa, porque ela é o único hospital do gênero que nós temos. É somente lá que nascem bebês em Rondonópolis, é só lá que fazemos cirurgias cardíacas”, alertou.

Para ela, toda crítica é bem vinda, mas é preciso ir além e oferecer alternativas para evitar o fechamento da unidade hospitalar, que é referência em cirurgias cardíacas e partos de risco para os 19 municípios da região Sudeste do estado.

“Nós vimos pela imprensa que há uma fila de espera de vinte pessoas para colocar um stent (pequena prótese colocada no interior de uma artéria), mas não tem como, pois a empresa que faz isso está há seis meses sem receber e não tem mais condições de fazer. Ela [empresa] precisa receber para continuar fazendo o procedimento. Independente se houve erro, se houve algum crime ou não, que isso seja investigado e o responsável punido, mas não podemos ficar nessa situação. Alguém tem que fazer alguma coisa”, apontou.

 

Tânia Balbinotti reiterou que esteve em Brasília, na semana passada, onde uma comitiva foi recebida pelo secretário nacional de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (MS), Francisco de Assis Figueiredo, e conseguiu desse uma promessa de liberar, ainda este mês, uma ajuda para a Santa Casa, por meio de uma emenda parlamentar.

“Nós vamos conseguir trazer R$ 10 milhões para ajudar a Santa Casa. Já temos um parlamentar para fazer essa emenda. É disso que vamos falar aqui e se a sociedade entender e começar a ajudar, parar de só falar e também ajudar, nós temos a esperança de salvar o hospital, mas isso depende da sociedade”, avisou.

Atualmente, segundo os dados apresentados na reunião, a Santa Casa possui 246 leitos ativos, 900 funcionários, sendo mais de 150 médicos e possui uma dívida superior a R$ 24 milhões.

 

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