Greve Nacional: Terça-feira será marcada por protestos na Educação

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Em Rondonópolis, os professores e estudantes se reunirão na Praça Brasil, onde farão um ato público a partir de 8 horas – Foto: Denilson Paredes

 

Os professores de rede estadual, que retornam às aulas nessa quarta-feira (14) depois de uma greve de mais de 70 dias, e os professores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) e do campus do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), em Rondonópolis, vão paralisar suas atividades hoje (13), em adesão à Greve Nacional da Educação convocada pelas entidades sindicais. A mobilização também contará com a participação dos estudantes da UFR, que decidiram, em assembleia geral, sua adesão ao movimento.

De acordo com a professora Ivanete Rodrigues dos Santos, presidente da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat), a Greve Nacional da Educação tem por objetivo demonstrar o descontentamento dos professores e estudantes com os cortes promovidos pelo Governo Federal nos recursos destinados ao setor.

“A nossa principal pauta é protestar contra os cortes dos recursos para a Educação, que só do ensino superior já tinham cortado mais de R$ 3 bilhões e agora, recente, anunciaram o corte de mais R$ 1 bilhão. Só da UFMT cortaram mais de R$ 34 milhões e, na semana passada, cortaram inclusive os recursos para a compra de livros didáticos para as escolas da Educação Básica. Foram mais de R$ 380 milhões cortados. Nossa intenção é protestar contra esses cortes, que fazem parte de um projeto de privatização da educação pública”, explicou.

Para a sindicalista, o entendimento geral é que os sucessivos cortes nos recursos visam preparar o caminho para uma futura privatização do ensino superior. “Nós também vamos protestar contra o programa Future-se, que é do Governo Federal para as universidades públicas, que visa preparar o caminho para a privatização, pois na medida em que vão retirando investimentos estatais, vão abrindo espaço para o capital privado. Isso faz parte da lógica neoliberal, que é privatizar todos os bens sociais coletivos, como a saúde e a educação, principalmente”, concluiu.

 

Os professores e estudantes se reunirão na Praça Brasil, onde farão um ato público a partir de 8 horas. Por conta disso, tanto os alunos da rede estadual de educação, quanto os estudantes da UFR e do IFMT não terão aulas hoje. O movimento não conta com a adesão dos professores da rede municipal.

 

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