Após 75 dias: Termina a maior greve da educação

Movimento foi o mais longo da história de Mato Grosso; profissionais reforçam que continuam em estado de greve

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Decisão aconteceu durante assembleia geral da categoria, realizada ontem, em Cuiabá – Divulgação/Sintep

 

Os profissionais da Educação de Mato Grosso aprovaram, na tarde de ontem (9), a suspensão da greve que chegou aos 75 dias. A decisão aconteceu durante assembleia geral da categoria, realizada em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Cuiabá. O movimento foi suspenso e os servidores voltam ao trabalho na quarta-feira (14), sendo retomada então as aulas para os estudantes da rede estadual de educação que estavam sem aulas desde o dia 27 de maio.

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Apesar do anúncio do fim do movimento, os servidores reforçaram que continuam em estado de greve e podem parar as atividades a qualquer momento, caso as negociações com o governo não avancem. “A greve está suspensa, mas não quer dizer que a luta terminou aqui no Estado. Mesmo porque o ponto principal dessa greve, que é o cumprimento da lei 510, não houve um posicionamento efetivo do Governo”, afirmou o presidente do Sintep, Valdeir Pereira.

A categoria acatou parcialmente a proposta feita pelo governo estadual, que propôs estabelecer uma nova regra para o pagamento de Revisão Geral Anual (RGA) e um cronograma do aumento salarial para 2020, além da devolução imediata dos valores do corte de ponto durante a greve, que foi considerada abusiva pela Justiça.

Os servidores entraram em greve no dia 27 de maio, cobrando o cumprimento da lei da dobra do poder de compra – aprovada em 2013, na gestão do ex-governador Silval Barbosa, e que dá direito a 7,69% a mais anualmente na remuneração durante 10 anos, além da Revisão Geral Anual (RGA). Os profissionais, ainda nas negociações para que a greve não seja retomada, querem garantia de que essa lei não será questionada judicialmente após voltarem ao trabalho.

 

ESTADO

Após o término da assembleia dos servidores, o Governo do Estado informou que, na próxima semana, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) vai encaminhar às escolas um orientativo de como proceder para realizar a reposição das aulas.

O governo voltou a falar sobre a proposta apresentado aos servidores. “A proposta não só contempla os profissionais lotados na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), mas todos os servidores públicos estaduais, com o objetivo de assegurar a Revisão Geral Anual (RGA) e os demais aumentos previstos em lei”, diz a nota.

Na proposição apresentada, assim que o Estado voltar aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), todo o espaço fiscal aberto abaixo de 49% da Receita Corrente Líquida (RCL) será usado para a concessão da RGA e dos aumentos remuneratórios aos servidores.

Deste espaço fiscal, 75% serão destinados à RGA para todos os servidores públicos e os 25% restantes para os reajustes já concedidos nas leis de carreira – que beneficiariam os profissionais da Educação, Meio Ambiente e Fazenda.

 

 

3 COMENTÁRIOS

  1. APÓS A INTRANSIGÊNCIA INTRAGÁVEL E INSUPORTÁVEL DO SINDICATO O MAR AGITADO VOLTA À CALMARIA. PENA QUE OS PROFESSORES E ALUNOS PAGAM PREÇO MUITO ALTO. RADICALISMO NÃO LEVA A LUGAR NENHUM. PENSEM NISSO.

  2. Vitor, você é um idiota, provavelmente um ex aluno frustrado pela incompetência de suas notas baixas. Vai caçar o que fazer e falar de sua área de trabalho. Pense nisto!

  3. O salario dos professores do MT é o maior de todo o pais, se o considerarmos proporcionalmente à carga horaria reduzida (30h) do nosso estado. Isso já torna a greve completamente injustificavel. Qual o motivo de a imprensa não ter demonstrado a real situação salarial dos professores? É direito dos contribuintes o acesso aos rendimentos dos funcionarios. A lei 510, citada na reportagem, deve ser novamente apreciada pelo legislativo e extinta. É uma afronta ao erario e, principalmente, aos contribuintes conceder 100% de ganho real a uma categoria profissional. Se o salario de MT já é o maior do pais, um incremento de 100% causaria uma disparidade salarial aberrante. O governador que aprovou tal lei provavelmente estava pressionado e acuado pela categoria

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