CRÍTICA. Essa é a palavra que melhor define a Santa Casa de Rondonópolis, que vem acumulando dívidas ano após ano e agora está numa encruzilhada, com uma dívida superior a R$ 24 milhões e sem ter de onde tirar o recurso para quitar essa dívida. A situação chegou a tal ponto que o hospital filantrópico já fala até em fechar suas portas, o que seria desastroso para a população da cidade e da região, que dependem da unidade hospitalar para se tratar.

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Historicamente, o hospital filantrópico sempre dependeu de ajudas financeiras do Governo do Estado para fechar as suas contas e manter o atendimento à população, já que os valores pagos pelos procedimentos médicos realizados por parte do Sistema Único de Saúde (SUS) são insuficientes para cobrir os custos de tais procedimentos. Dessa forma, a maneira encontrada para contornar a situação foi a liberação de ajudas financeiras para cobrir essa diferença, permitindo à Santa Casa manter suas contas equilibradas.

 

“O quadro exige uma mobilização urgente da população e de seus representantes políticos para evitar a tragédia que seria o fechamento da Santa Casa”

 

Porém, esses recursos foram cortados desde que o ex-governador Pedro Taques (PSDB) assumiu o governo e este ainda acabou contribuindo para aumentar o deficit orçamentário da Santa Casa, ao implantar no hospital serviços médicos de alta complexidade, como cirurgias cardíacas, partos de risco, e outros procedimentos, o que elevou em muito o já citado deficit financeiro. A situação foi agravada ainda com o aumento do número de leitos de UTI ofertados para a população, o que foi um enorme avanço para a saúde na cidade, mas foi mais um gerador de deficit para o hospital.

A esperança da direção e da sociedade em geral era que o quadro melhorasse com a posse do atual governador Mauro Mendes (DEM), mas o gestor se mostrou insensível ao problema e agora a população vive em compasso de espera, torcendo para que a notícia do fechamento do hospital não se concretize. O quadro exige uma mobilização urgente da população e de seus representantes políticos para evitar a tragédia que seria o fechamento da Santa Casa, pois são vidas humanas que estão em risco.

 

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